{"id":6106,"date":"2017-06-16T17:21:00","date_gmt":"2017-06-16T20:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.projetopack.com.br\/2020\/?p=6106"},"modified":"2021-09-10T12:02:03","modified_gmt":"2021-09-10T15:02:03","slug":"tendencias-de-embalagem-o-futuro-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetopack.com.br\/en\/tendencias-de-embalagem-o-futuro-e-agora\/","title":{"rendered":"Tend\u00eancias de embalagem: o futuro \u00e9 agora!"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"6106\" class=\"elementor elementor-6106\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3ea4cdf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"3ea4cdf\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;jet_parallax_layout_list&quot;:[]}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-fa9d2a0\" data-id=\"fa9d2a0\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5688eb2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5688eb2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Antes de mais nada, desculpem o sumi\u00e7o por aqui. Os projetos de consultoria, palestras, a revista e outros temas profissionais tem tomado grande parte do meu tempo. Mas c\u00e1 estou, para compartilhar alguns insights com os amigos de profiss\u00e3o e LinkedIn.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c53bda0 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c53bda0\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3><strong>O vetor da idade<\/strong><\/h3><p>Em muitas palestras, artigos e document\u00e1rios em todo o mundo, o tema \u201cenvelhecimento da popula\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 apresentado como um importante agente de mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos e prefer\u00eancias dos consumidores. Avan\u00e7os da medicina, especialmente nas \u00e1reas de gen\u00e9tica e biotecnologia tem aportado um n\u00famero cada vez maior de anos \u00e0 expectativa de vida m\u00e9dia do ser humano e, porque n\u00e3o dizer, com uma qualidade tamb\u00e9m crescente.<\/p><p>Quando a bi\u00f3loga molecular australiana Elizabeth Blackburn foi agraciada em 2009 com o pr\u00eamio Nobel por sua pesquisa sobre os processos para deter e retroagir o envelhecimento humano (O efeito Tel\u00f4mero), ficou bastante claro que o processo de envelhecimento passara a ser tratado n\u00e3o mais como algo natural, factual, mas sim como uma doen\u00e7a pass\u00edvel de tratamento e, em algum dia num futuro n\u00e3o muito long\u00ednquo, totalmente cur\u00e1vel (a bem da verdade, estudos m\u00e9dicos e cient\u00edficos s\u00e9rios e o projeto Gilgamesh \u2013 a ci\u00eancia em busca da imortalidade \u2013 j\u00e1 apontam que, em meados de 2050, alguns humanos j\u00e1 ser\u00e3o a-mortais; n\u00e3o morrer\u00e3o de envelhecimento e causas naturais, mas ainda podem ser v\u00edtimas de acidentes fatais).<\/p><p>O aumento da longevidade impacta a economia (principalmente, como j\u00e1 temos visto, o sistema previdenci\u00e1rio), o sistema de sa\u00fade p\u00fablico e privado, a for\u00e7a de trabalho e as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, a forma\u00e7\u00e3o de poupan\u00e7a e investimento nacional e tudo o que se refere ao consumo das fam\u00edlias. Talvez o melhor exemplo dos impactos da longevidade em uma sociedade venha do Jap\u00e3o. No \u00faltimo censo realizado em 2015, concluiu-se que 26,7% da popula\u00e7\u00e3o japonesa consiste em idosos com 65 anos ou mais. Por sinal, espera-se que este n\u00famero beire os 33% (um ter\u00e7o) at\u00e9 2035 e 40% at\u00e9 2060.<\/p><p>A primeira coisa que o Jap\u00e3o est\u00e1 reavaliando seriamente (uma iniciativa coordenada por m\u00e9dicos e professores universit\u00e1rios da Sociedade Japonesa de Gerontologia) \u00e9 a idade na qual um cidad\u00e3o deve passar a ser considerado um idoso. De acordo com um relat\u00f3rio da NHK World, a idade de aposentadoria no Jap\u00e3o \u2013 65 anos de idade \u2013 est\u00e1 sendo reavaliada para poss\u00edveis 75 anos, uma d\u00e9cada mais tarde.<\/p><p>Ainda neste ano, pudemos sentir na pele o impacto de medidas semelhantes, com a proposta de mudan\u00e7a na idade m\u00ednima e no tempo de contribui\u00e7\u00e3o para a aposentadoria no Brasil. Para que uma na\u00e7\u00e3o incorpore qualquer m\u00ednima mudan\u00e7a nesse aspecto, \u00e9 preciso uma estrutura adequada (o que n\u00f3s, brasileiros, infelizmente n\u00e3o possu\u00edmos) de emprego, nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, bem-estar f\u00edsico, psicol\u00f3gico e social e, mais do que nunca, uma previd\u00eancia infal\u00edvel.<\/p><p>N\u00e3o s\u00f3 o governo e as empresas precisam estar preparados para esta realidade inexor\u00e1vel do aumento da expectativa de vida e do n\u00famero de pessoas mais velhas e ativas economicamente. Os produtos, suas embalagens, r\u00f3tulos, etiquetas e toda a comunica\u00e7\u00e3o impressa (e eletr\u00f4nica) precisa ser ajustada para este p\u00fablico.<\/p><p>Em uma edi\u00e7\u00e3o anterior da ProjetoPack em Revista, trouxemos \u00e0 tona o fato de que os textos min\u00fasculos estampados na maioria das embalagens s\u00e3o um empecilho aos consumidores acima dos 60 anos de idade, per\u00edodo em que a fadiga visual e o envelhecimento dificultam em muito a leitura. Identidades de marca mais ousadas e recognosc\u00edveis, gr\u00e1ficos e ilustra\u00e7\u00f5es que falem mais sobre o produto e menos texto podem, por exemplo, ajudar os consumidores mais velhos em seu processo de tomada de decis\u00e3o para a compra.<\/p><p>As embalagens tamb\u00e9m precisam ser concebidas para um manuseio facilitado. Abrir e fechar n\u00e3o pode ser algo dificultoso. A Fisher-Price, por exemplo, desenvolveu novas embalagens junto \u00e0 Amazon (gigante do varejo online) para alguns de seus brinquedos, a fim de evitar a \u201craiva\u201d ao abrir. Quantos av\u00f4s e av\u00f3s compram brinquedos para seus netos e, na hora de abrir para desfrutarem juntos, acabam frustrados com a tremenda dificuldade de desembalar?<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4567ffd elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4567ffd\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><p>Os dispositivos de abertura f\u00e1cil (\u00a0<em>easy open<\/em>) s\u00e3o cruciais na readequa\u00e7\u00e3o das embalagens e criam valor n\u00e3o s\u00f3 para consumidores da terceira idade, mas para todo mundo.<\/p><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-001f448 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"001f448\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Muitos idosos usam a internet para buscar informa\u00e7\u00f5es sobre os produtos que pretendem adquirir e compram-nos tanto online quanto nas lojas f\u00edsicas. Mas normalmente, evitam as gigantescas lojas do grande varejo e cultivam o h\u00e1bito de comprar mais vezes, em menor quantidade (mais ajustadas \u00e0 demanda di\u00e1ria). Esta forma de consumir deu origem aos pequenos mercados de bairro, estrategicamente localizados e cujo layout j\u00e1 considera um p\u00fablico mais velho, com prateleiras mais baixas, melhor sinaliza\u00e7\u00e3o, \u00e1reas com assentos para descanso, servi\u00e7o de transporte das sacolas at\u00e9 o estacionamento (ou entrega em casa) e um arranjo de produtos diferenciado, no qual as categorias mais consumidas pelo p\u00fablico idoso est\u00e1 meticulosamente distribu\u00edda no centro da g\u00f4ndola, melhorando a ergonomia. Os pr\u00f3prios carrinhos do supermercado, em algumas destas pequenas lojas, j\u00e1 foram redesenhados \u2013 dos grandes, pesados e desajeitados carrinhos de metal com rodas propensas ao travamento \u2013 para carrinhos menores, mais leves e confeccionados em pl\u00e1stico. A rede francesa Saint March\u00e9 \u00e9 um bom exemplo de varejo que entende estas necessidades particulares.<\/p><p>Toda esta forma de pensar configura uma nova \u00e1rea do comportamento do consumidor e do marketing: o chamado\u00a0<em>Mature Marketing<\/em>\u00a0ou \u201cMarketing da Maturidade\u201d. Um dos grandes dilemas desta disciplina \u00e9 compreender estas diferen\u00e7as, corrigir as estrat\u00e9gias dos donos das marcas, aperfei\u00e7oar seus produtos e servi\u00e7os sem, contudo, fazer com que os consumidores se sintam rotulados ou, de alguma forma, ultrapassados.<\/p><p>Tamb\u00e9m j\u00e1 falamos sobre outra disciplina que tem sido amplamente utilizada pelos grandes donos de marca em todo o mundo, n\u00e3o s\u00f3 para assegurar o desenvolvimento de embalagens ajustadas \u00e0s necessidades da terceira idade, mas principalmente para tornar amig\u00e1vel a experi\u00eancia da embalagem aos consumidores com restri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas variadas (defici\u00eancias audiovisuais e motoras). Trata-se do\u00a0<em>Inclusive Design<\/em>\u00a0ou \u201cDesign Inclusivo\u201d.<\/p><p>David Wiggins, um pesquisador do Centro de Design da Universidade de Cambridge, em um trabalho bastante amplo sobre o design inclusivo e seus reflexos sociais (uma das suas grandes contribui\u00e7\u00f5es foi o conceito de\u00a0<em>PSR<\/em>\u00a0\u2013\u00a0<em>Potential Support Ratio<\/em>, um \u00edndice que mede a quantidade de pessoas entre 15 a 64 anos aptas e dispon\u00edveis para prestar apoio a uma de 65 anos ou mais) , concluiu que o \u201cnormal \u00e9 ser diferente\u201d, corroborando com um estudo de 2010 (Hosking, Waller e Clarkson), cuja conclus\u00e3o era a de que 79% da popula\u00e7\u00e3o possui algum tipo de restri\u00e7\u00e3o f\u00edsica, tornando o design inclusivo n\u00e3o mais um diferencial ou mesmo uma inova\u00e7\u00e3o, mas sim um imperativo.<\/p><p>Na ocasi\u00e3o em que abordamos este tema pela primeira vez na ProjetoPack em Revista, citamos o exemplo da iniciativa encabe\u00e7ada pela Nestl\u00e9, em parceria com o Centro de Pesquisa de Artrite da Austr\u00e1lia, no desenvolvimento de uma luva especial que simula as dificuldades de movimento de um paciente com artrite (neste caso, com foco na abertura e fechamento de embalagens). Esta a\u00e7\u00e3o desencadeou a revis\u00e3o de in\u00fameras embalagens da Nestl\u00e9 \u2013 um estudo de caso muito interessante do design inclusivo.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4927577 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4927577\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3><strong>Nova comida, nova embalagem<\/strong><\/h3><p>H\u00e1 muitos anos, quando comecei a dar palestras sobre o setor de embalagens flex\u00edveis, tecnologias, tend\u00eancias etc., foi algo natural passar a fazer algumas proje\u00e7\u00f5es. Com o passar dos anos e com mais experi\u00eancia (principalmente em consultoria), estes vislumbres passaram a ser cada vez mais assertivos. Todavia, um deles foi totalmente equivocado: o de que o mercado de embalagens vai existir para sempre e crescer\u00a0<em>ad infinitum<\/em>, at\u00e9 que n\u00e3o se invente um tele transporte da comida, da fazenda para o prato.<\/p><p>N\u00e3o que eu desacredite no mercado de embalagens \u2013 muito pelo contr\u00e1rio \u2013 o que errei foi que o tele transporte de comida j\u00e1 existe e est\u00e1 em franca expans\u00e3o: a impress\u00e3o 3D de alimentos, onde a comida se \u201cmaterializa\u201d no seu prato. O restaurante FoodInk, em Londres, Inglaterra, \u00e9 precursor e um bom exemplo disso: por aproximadamente \u00a3250 por pessoa, \u00e9 poss\u00edvel desfrutar de uma experi\u00eancia gastron\u00f4mica molecular 100% produzida por impressoras 3D (a prop\u00f3sito, os talheres, mesas e cadeiras tamb\u00e9m foram \u201cimpressos\u201d).<\/p><p>A Ag\u00eancia espacial americana NASA financiou em 2014 o projeto de uma companhia texana \u2013 a\u00a0<em>Systems and Materials Research Consultancy<\/em>\u00a0ou simplesmente SMRC \u2013 para a implanta\u00e7\u00e3o de uma impressora 3D (o projeto chama-se 3D Printing Zero G Experiment) numa nave espacial e imprimir comida no espa\u00e7o para seus tripulantes com um tempo de vida em prateleira de pelo menos 15 anos, dada a dura\u00e7\u00e3o das viagens espaciais. A primeira iguaria impressa no espa\u00e7o foi uma pizza.<\/p><p>A comida impressa tem recebido investimento e aten\u00e7\u00e3o em todo o planeta desde o advento da manufatura aditiva moderna, e o principal motivo n\u00e3o \u00e9 o de alimentar astronautas, tampouco prover boas fotos ao Instagram de\u00a0<em>hypsters<\/em>\u00a0em um restaurante londrino. O principal fator que impulsiona este setor \u00e9 a prov\u00e1vel escassez de alimentos para os futuros 12 bilh\u00f5es de seres humanos que estar\u00e3o transitando por aqui at\u00e9 o fim deste s\u00e9culo.<\/p><p>O problema da falta de comida para todas as bocas (tanto as humanas quanto dos animais dom\u00e9sticos e selvagens) \u00e9 algo que movimenta bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano em pesquisa,\u00a0<em>start-ups<\/em>\u00a0e ideias para diminuir ou mesmo eliminar o problema em algumas d\u00e9cadas. Isso permeia desde a cria\u00e7\u00e3o de insetos em fazendas (como a\u00a0<em>Big Cricket Farm<\/em>, que dedica-se \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de insetos exclusivamente para o consumo humano, um mercado que j\u00e1 ultrapassa os USD 20 milh\u00f5es anuais) e uma infinidade de outras comidas \u201calternativas\u201d, at\u00e9 a incomensur\u00e1vel ind\u00fastria do bio processamento de comida em laborat\u00f3rio; um bom exemplo \u00e9 a fabrica\u00e7\u00e3o de carne a partir de c\u00e9lulas musculares especiais (myosatellite cell) extra\u00eddas de animais vivos \u2013 ou como diz uma das pioneiras no tema, a Memphis Meat, \u201cda placa Petri para o prato\u201d.<\/p><p>Todo esse universo de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ganha mais materialidade e relev\u00e2ncia a cada dia que passa. Por si s\u00f3, n\u00e3o pode mais ser ignorado ou desprezado. Mas o mais importante \u00e9 que estas mudan\u00e7as todas s\u00e3o sist\u00eamicas e impactam mais ou menos em todas as \u00e1reas da ind\u00fastria e da sociedade, incluindo a nossa. A preocupa\u00e7\u00e3o com o que vamos comer (e se vamos de fato ter o que comer) desencadeou novos comportamentos sociais e despertou um conjunto de preocupa\u00e7\u00f5es nos consumidores que, h\u00e1 menos de uma d\u00e9cada, eram vistos com certo esc\u00e1rnio ou desd\u00e9m pelos CEO\u2019s das companhias. Uma destas preocupa\u00e7\u00f5es foi a sustentabilidade, por exemplo, pois todas as empresas hoje sentem o peso desta preocupa\u00e7\u00e3o social e gastam bilh\u00f5es anuais para adequarem-se \u00e0 demanda, algo bem diferente de quando todos pensavam ser mais um modismo e os consumidores preocupados, t\u00e3o somente \u201cecochatos\u201d.<\/p><p>Os consumidores come\u00e7aram por buscar embalagens mais sustent\u00e1veis. Isso se traduzia, inicialmente, em embalagens um pouco mais explicativas (<em>Storytelling<\/em>) que informassem algo sobre a proced\u00eancia das mat\u00e9rias-primas e da gest\u00e3o da sua cadeia produtiva, passou rapidamente a exigir por certas \u201cvalida\u00e7\u00f5es e acredita\u00e7\u00f5es\u201d sobre o seu impacto ambiental, come\u00e7ou a ensejar por conceitos mais sofisticados como log\u00edstica reversa e economia circular e, por fim, passa a engendrar coisas como embalagens integralmente comest\u00edveis (<em>full edible packaging<\/em>), o auge da sustentabilidade.<\/p><p>O filme produzido a base de prote\u00ednas, por exemplo, tem excelentes e vers\u00e1teis propriedades de barreira e tem recebido aportes bilion\u00e1rios em pesquisa e desenvolvimento em diversos pa\u00edses. H\u00e1 de tudo um pouco: linhas cient\u00edficas explorat\u00f3rias que preconizam o uso de mistura de algas e c\u00e1lcio, alimentos (em geral frutas e oleaginosas) desidratados e estratificados em filmes com o aux\u00edlio de nano materiais ligantes (a pr\u00f3pria Embrapa lan\u00e7ou um filme de embalagem a base de mam\u00e3o\u00a0<em>papaya<\/em>\u00a0e canela alguns anos atr\u00e1s, que oportunamente divulgamos na revista) e uma infinidade de outros substratos de origem animal ou vegetal.<\/p><p>Outro neg\u00f3cio em atividade que diminui a relev\u00e2ncia da embalagem chama-se Original Unverpackt (originalmente desembalado) \u2013 a primeira mercearia moderna sem embalagem \u2013 tamb\u00e9m citada em nossas p\u00e1ginas t\u00e3o logo foi idealizada e aberta por suas co-fundadoras Sara Wolf e Milena Glimbovski, na Alemanha. O conceito \u201cfill-your-own-container\u201d (preencha o seu pr\u00f3prio recipiente) remete \u00e0 \u00e9poca em que compr\u00e1vamos tudo a granel e ensac\u00e1vamos em papel comum ou encerado. Basicamente, este retorno \u00e0s origens s\u00f3 est\u00e1 mais robusto, com consumidores levando\u00a0<em>Tupperware<\/em>\u00ae, al\u00e9m dos sacos de papel tradicionais, distribu\u00eddos na loja.<\/p><p>Na edi\u00e7\u00e3o da ProjetoPack de n\u00famero 45, cujo tema central eram embalagens ativas, inteligentes e interativas, outra vertente do que se espera da embalagem do amanh\u00e3 (que \u00e9 hoje), redigi um editorial com algumas poucas linhas que completam bem o racioc\u00ednio at\u00e9 ent\u00e3o:<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fef7f26 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fef7f26\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><p>As fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da embalagem envelheceram e n\u00e3o s\u00e3o mais suficientes para o consumidor das novas gera\u00e7\u00f5es e para as necessidades mais complexas da nossa sociedade atual e interconectada. Conter, proteger, transportar, identificar, e mesmo vender j\u00e1 s\u00e3o algo trivial no universo da embalagem 2.0.<\/p><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-eb7f395 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"eb7f395\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>As embalagens do amanh\u00e3 devem fazer mais pelo produto e pelo consumidor. Devem ser ainda mais personalizadas. A Coca-Cola do Jos\u00e9 e da Maria foi s\u00f3 o come\u00e7o. Ali\u00e1s, as embalagens precisam melhorar o produto. Eliminar sabores e aromas indesej\u00e1veis, mant\u00ea-los em condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias ao consumo por mais tempo do que nunca, precisam esquentar ou esfriar o alimento sem a necessidade de forno, fog\u00e3o ou geladeira. Devem informar o consumidor sobre tudo e a qualquer instante. Mas n\u00e3o aquela informa\u00e7\u00e3o chata e em letrinhas mi\u00fadas no verso. Ela precisa mandar um WhatsApp no celular dele, com mensagens do tipo \u201cProduto quase vencido! #partiucomprarmais? \u201d<\/p><p>\u00c9 poss\u00edvel que a sua embalagem v\u00e1 mandar um al\u00f4 para voc\u00ea na sua rede social, quem sabe ainda curtir uma postagem sua ou uma foto no Instagram? E esque\u00e7a as embalagens est\u00e1ticas no ponto-de-compra. Elas formar\u00e3o pain\u00e9is inteligentes e din\u00e2micos, com a massifica\u00e7\u00e3o da eletr\u00f4nica impressa e org\u00e2nica, a custos cada vez mais competitivos. A foto da menina perdida no verso da caixa de leite longa vida vai virar um v\u00eddeo da fam\u00edlia pedindo a sua ajuda. Vai virar um programa de tv interativo, com receitas culin\u00e1rias e qui\u00e7\u00e1, um bate-boca entre duas marcas na prateleira do supermercado.<\/p><p>As embalagens n\u00e3o ser\u00e3o mais as vendedoras do produto. Elas ser\u00e3o tamb\u00e9m as respons\u00e1veis diretas pelo marketing, log\u00edstica, pesquisa e desenvolvimento e muito mais.<\/p><p>Nada mais justo que, num instante em que cientistas em todo o mundo passam a considerar seriamente a revis\u00e3o de defini\u00e7\u00f5es importantes sobre o que \u00e9 vida, o que \u00e9 humanidade, o que \u00e9 ser idoso, o que \u00e9 ser mortal, o que \u00e9 \u00e9tica (\u00e0 luz da biogen\u00e9tica, da rob\u00f3tica e da intelig\u00eancia artificial) e o que \u00e9 comida, a embalagem e tudo que a ela concerne seja tamb\u00e9m, alvo de questionamentos profundos.<\/p><p>Apesar das poucas men\u00e7\u00f5es nos livros de hist\u00f3ria, a embalagem certamente esteve presente em todas as fases evolutivas da nossa esp\u00e9cie. Enquanto ca\u00e7adores coletores e no in\u00edcio da chamada revolu\u00e7\u00e3o cognitiva (como bem relata o professor e historiador israelense Yuval Noah Harari em seu brilhante livro Sapiens \u2013 uma breve hist\u00f3ria da humanidade), os nossos antepassados precisavam conter os itens coletados aqui e acol\u00e1 e transport\u00e1-los na jornada at\u00e9 o local da pr\u00f3xima coleta. Com a revolu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, fixamo-nos mais \u00e0 terra e passamos a cuidar da colheita. As embalagens ampliaram seu espectro funcional para proteger e conservar.<\/p><p>Veio a revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Com ela e a produ\u00e7\u00e3o em massa de bens, era preciso identificar os produtos e vende-los em seguida. Desde ent\u00e3o, em espa\u00e7os cada vez mais curtos de tempo, adicionamos mais e mais complexidade. Ao ponto de que, hoje em dia, muitos consumidores querem menos. Voltamos a era do \u201cmenos \u00e9 mais\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9029856 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9029856\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3><strong>Embalagens-rob\u00f4s e embalagens virtuais<\/strong><\/h3><p>Ao dar um passeio sobre a edi\u00e7\u00e3o especial de 2014 da revista, inteiramente dedicada \u00e0s embalagens ativas, inteligentes e interativas, percebi que a maioria dos recursos outrora descritos como \u201cnovas tecnologias\u201d \u2013 realidade aumentada, c\u00f3digo QR, Etiquetas de Radiofrequ\u00eancia (RFID), Indicadores de Tempo e Temperatura (TTI\u2019s), Indicadores de Frescor dos Alimentos, Indicadores de Atividade Microbiol\u00f3gica e tantos outros \u2013 j\u00e1 foram incorporados ao cotidiano e, quando n\u00e3o s\u00e3o massivamente empregados na ind\u00fastria, \u00e9 somente por conta do est\u00e1gio atual de maturidade, onde os custos s\u00e3o elevados por conta da escala ainda reduzida. Todavia, as tecnologias existem e est\u00e3o consolidadas (enquanto algumas ser\u00e3o meros trampolins disruptivos).<\/p><p>No que tange \u00e0s tecnologias ligadas \u00e0 interatividade e ao cruzamento das m\u00eddias, o consumidor espera encontrar embalagens mais conectadas. E, de fato, aquilo que iniciou com uma iniciativa t\u00edmida do marketing em criar uma\u00a0<em>persona<\/em>\u00a0virtual para o produto (p\u00e1ginas nas diversas redes sociais, v\u00eddeos e anima\u00e7\u00f5es despojadas no YouTube e Vimeo, memes e outros virais, games, campanhas promocionais que estimulam o consumidor a interagir com as embalagens etc.) ganhou uma dimens\u00e3o bastante heterog\u00eanea e relevante, uma verdadeira \u201camplia\u00e7\u00e3o do produto\u201d, para usar um pouco o jarg\u00e3o do marketing.<\/p><p>Mas em sua maioria, estas a\u00e7\u00f5es s\u00f3 funcionam se vencerem o\u00a0<em>cutter<\/em>\u00a0(a dessensibiliza\u00e7\u00e3o dos consumidores por conta da quantidade de mensagens e apelos publicit\u00e1rios cotidianos) e realmente levarem o consumidor do produto \u00e0 a\u00e7\u00e3o: pegar um smartphone e fotografar um c\u00f3digo QR na embalagem, por exemplo. S\u00f3 ent\u00e3o a roda gira e a embalagem torna-se digital.<\/p><p>Minutos depois, a embalagem vazia pode ir \u00e0 lata de lixo, mas continua viva, ao invadir uma \u00e1rea mais pessoal e rica de informa\u00e7\u00f5es do consumidor do que o interior apertado da geladeira ou a pr\u00f3pria lata de lixo: a embalagem ingressa na identidade digital de quem a consumiu, acessando suas prefer\u00eancias, convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e religiosas, humor, sexualidade, monitora amigos com gostos parecidos ou n\u00e3o, amigos dos amigos, as suas \u201cinfidelidades para com a marca ou produto\u201d e assim por diante.<\/p><p>Num epis\u00f3dio fant\u00e1stico de Black Mirror intitulado \u201cThe Waldo Moment\u201d (no Netflix, onde uma realidade dist\u00f3pica assusta os telespectadores com os medonhos efeitos colaterais que a tecnologia nos trouxe e ainda nos trar\u00e1), um ator que personifica uma mascote virtual \u2013 um urso azul chamado Waldo \u2013 ganha tanta for\u00e7a e audi\u00eancia que transcende a internet e passa a afetar a esfera pol\u00edtica e as elei\u00e7\u00f5es, ao declarar guerra a um candidato, superando inclusive seu criador e animador. \u00c9 de se pensar que, muito em breve, marcas e produtos podem ter seus momentos Waldo \u2013 e o principal portador da mensagem ser\u00e1 a sua embalagem.<\/p><p>Este par\u00e1grafo pode parecer um desvio do assunto, mas foi proposital. Para fazer um consumidor agir, a embalagem ser\u00e1 cada vez mais ativa. Ela n\u00e3o pode somente confiar que o consumidor esteja no ponto de compra, focado, concentrado e, ap\u00f3s ignorar todos os demais vizinhos de g\u00f4ndola e est\u00edmulos do ambiente, a coloque no carrinho, pague e saia do supermercado. Quando chegar em casa, tamb\u00e9m n\u00e3o pode contar com a sorte de que este consumidor v\u00e1 entrar no site do produto, ler um c\u00f3digo QR ou curtir sua p\u00e1gina no Facebook. A embalagem precisar\u00e1 agir, \u00e0 revelia do consumidor. Ela precisa acessar seu celular sozinha, dizer \u201cme compre\u201d, informar a geladeira que \u00e9 preciso repor seu estoque, acessar suas redes sociais e tudo o mais. Muito disso ser\u00e1 feito da mesma forma que se d\u00e1 poder a um Google ou a um Facebook \u2013 autorizando \u201cpol\u00edticas de privacidade\u201d ou coisa parecida.<\/p><p>Imaginemos a casa do consumidor como uma fortaleza a ser invadida, com muitas defesas e tamb\u00e9m pontos fracos. A todo instante, hordas de mensagens publicit\u00e1rias de empresas querendo vender coisas tentam adentr\u00e1-la. Ao inv\u00e9s de ar\u00edetes ou escadas de madeira, for\u00e7am passagem com\u00a0<em>spam<\/em>,\u00a0<em>cookies<\/em>, malas diretas impressas e folhetos nas caixas de correio ou embaixo da sua porta. No lugar de catapultas e trebuchets, an\u00fancios ininterruptos na programa\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio, TV, tablet, smartphone, videogame, computador, no navegador, site de busca, redes sociais, mensagens SMS, liga\u00e7\u00f5es inoportunas na manh\u00e3 de domingo e carro de som estacionado e urrando\u00a0<em>jingles<\/em>\u00a0e melodias de gosto duvidoso.<\/p><p>A cada invas\u00e3o sofrida, as defesas v\u00e3o sendo refor\u00e7adas e as vulnerabilidades, mitigadas, ao mesmo tempo em que as estrat\u00e9gias de ataque v\u00e3o se tornando mais mirabolantes e sutis. A for\u00e7a bruta d\u00e1 lugar \u00e0 intelig\u00eancia. Ao inv\u00e9s de trombar o port\u00e3o da frente com um ar\u00edete, sob uma forte saraivada de flechas, pedras e \u00e1gua escaldante, os invasores preferem mandar de presente, um belo Cavalo de Tr\u00f3ia. An\u00fancios tediosos que n\u00e3o sobrevivem ao zapear do controle remoto transformam-se ardilosamente em\u00a0<em>product placement\u00a0<\/em>(posicionamento de produto)<em>\u00a0<\/em>e, nem o servi\u00e7o de streaming de v\u00eddeo, supostamente uma\u00a0<em>safe house<\/em>, um local seguro da tirania publicit\u00e1ria, esfrega na sua cara dezenas de produtos minuciosamente colocados no pano de fundo das suas s\u00e9ries preferidas.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a6e7c50 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a6e7c50\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><p>Existe um Cavalo de Tr\u00f3ia mais invasivo e discreto do que as embalagens que o dono do castelo traz consigo di\u00e1ria e voluntariamente ap\u00f3s ir ao supermercado e espalha por todos os aposentos \u2013 da geladeira, despensa, arm\u00e1rios,\u00a0<em>n\u00e9cessaire<\/em>, bolsa, mochila e lancheira das crian\u00e7as at\u00e9 o porta-luvas do carro? Certamente que n\u00e3o. Esse \u00e9 o ponto. A embalagem vai, num futuro n\u00e3o muito distante, explorar melhor a oportunidade.<\/p><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e89303d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e89303d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A embalagem tamb\u00e9m vai ser, em muitos dos casos, chefe da f\u00e1brica. A IoT (Internet of Things) ou Internet das Coisas avan\u00e7a irrefre\u00e1vel e velozmente, amparada por bilh\u00f5es e bilh\u00f5es de d\u00f3lares em pesquisas e subs\u00eddios de governos com economias industriais ainda fortes (Alemanha, Jap\u00e3o, Cor\u00e9ia, EUA, China, Fran\u00e7a etc.) e temerosas pela falta de m\u00e3o-de-obra qualificada e suficientemente motivada para dedicar uma vida toda no ch\u00e3o-de-f\u00e1brica. A intelig\u00eancia artificial e o aprendizado avan\u00e7ado das m\u00e1quinas corroboram para que n\u00e3o s\u00f3 objetos (tais como os ve\u00edculos aut\u00f4nomos que devem ocupar as ruas, os c\u00e9us, as superf\u00edcies das \u00e1guas e as suas profundezas, superando em n\u00famero e destreza os seus pares guiados por humanos em pouco mais de uma d\u00e9cada) ganhem vida pr\u00f3pria, mas linhas de produ\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo f\u00e1bricas inteiras. Uma das vedetes na\u00a0<em>Interpack<\/em>\u00a0deste ano (uma das maiores feiras de tecnologia de embalagem do mundo) ser\u00e3o as integra\u00e7\u00f5es de IoT \u00e0s linhas de envase e empacotamento.<\/p><p>Um efeito colateral digno de men\u00e7\u00e3o \u00e9 que, quanto mais inteligente, ativa e interativa se tornar uma embalagem, mais vulner\u00e1vel \u00e0s pr\u00e1ticas de\u00a0<em>hacking<\/em>\u00a0ela estar\u00e1. Os perigos reais de uma embalagem\u00a0<em>hackeada<\/em>\u00a0ainda n\u00e3o s\u00e3o claros, mas em breve o ser\u00e3o e isso deve afetar n\u00e3o s\u00f3 um consumidor desavisado (que poderia ter, por exemplo, sua geladeira controlada por uma caixa de suco), mas ter impactos terr\u00edveis numa linha aut\u00f4noma de envase (incidentes como soda c\u00e1ustica em caixa de achocolatados podem n\u00e3o ser mais um acidente, mas fruto de um \u201ccyber ataque\u201d).<\/p><p>Como preservar o segredo da f\u00f3rmula da Coca-Cola, se dosadores autom\u00e1ticos interconectados e geridos por softwares e sensores pode ser acessado remotamente e informar com precis\u00e3o absoluta quais elementos e em que quantidades foram misturados em um recipiente?<\/p><p>Outro argumento importante deste t\u00f3pico diz respeito \u00e0 embalagem virtual, quase et\u00e9rea. O protagonista da adapta\u00e7\u00e3o para o cinema dos quadrinhos \u201cV, for Vendetta\u201d (Alan Moore) j\u00e1 dizia que \u201cAtr\u00e1s dessa m\u00e1scara, h\u00e1 uma ideia. E ideias s\u00e3o a prova de balas\u201d. Talvez por isso, a mesma m\u00e1scara tornou-se s\u00edmbolo do maior movimento de ciberativismo do planeta \u2013\u00a0<em>Anonymous<\/em>.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fd821ca elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fd821ca\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><p>Uma embalagem que transcende o mundo anal\u00f3gico e passa a habitar o mundo digital tamb\u00e9m vira um conceito, nada menos do que a ideia original e arquet\u00edpica, a sua g\u00eanese imaterial.<\/p><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2a29f46 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2a29f46\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Pense num consumidor sentado \u00e0 frente do seu computador, conectado \u00e0 internet e preparando-se para as compras da semana no site da sua rede varejista favorita. N\u00e3o h\u00e1 toque, cheiro ou mesmo contato visual, a n\u00e3o ser a avalia\u00e7\u00e3o \u201cfria\u201d de algumas imagens do produto em perspectiva ou n\u00e3o, tratadas com software para eliminar o fundo das fotos e real\u00e7ar os contornos. \u00c9 poss\u00edvel fazer algum julgamento preciso acerca da prote\u00e7\u00e3o, barreira, facilidade de abertura e fechamento, usabilidade, ergonomia, contraste ou apelo visual respeito aos vizinhos de g\u00f4ndola?<\/p><p>Muito provavelmente, nada ou muito pouco. A embalagem virtual passa a ser menos importante, no momento da decis\u00e3o da compra, que os pr\u00f3prios mecanismos envolvidos na indu\u00e7\u00e3o ao clique do mouse (layout do site amig\u00e1vel, navega\u00e7\u00e3o convergente, seguran\u00e7a transacional, fotografia, sistema de indica\u00e7\u00f5es etc.) e na reten\u00e7\u00e3o do cliente neste ambiente, potencializando as oportunidades de compra.<\/p><p>Um belo dia, deixamos de comprar produtos a granel. Se olh\u00e1ssemos sobre o prisma da psicologia evolutiva, dos nossos ancestrais ca\u00e7adores-coletores herdamos uma preocupa\u00e7\u00e3o imemorial pelo cheiro, tamanho, forma, ru\u00eddo e imagem \u2013 principalmente as cores \u2013 de todo alimento que levamos \u00e0 boca. A aproximadamente 100 mil anos, frutas, sementes, ra\u00edzes, plantas e animais. Hoje, pillow pouches, stand-up pouches, caixas, potes pl\u00e1sticos, latas etc.; a cada novo salto evolutivo, certas faculdades atrofiaram com a cada vez menor dificuldade na busca por alimento. A jornada por uma iguaria no sop\u00e9 da montanha de ontem foi substitu\u00edda por uma troca de mensagens no aplicativo IFood ou uma ida \u00e0 loja de conveni\u00eancia da esquina.<\/p><p>Deixamos de nos preocupar tanto com o cheiro (pelo contr\u00e1rio, a maioria das embalagens bloqueia aromas internos e externos), com o peso, informado criteriosamente nas embalagens, a forma e o ru\u00eddo (quem pode saber o sentimento de prazer vitorioso tinham nossos ancestrais ao conseguir abrir um coco usando uma pedra como ferramenta?) e, em partes, com a imagem. As embalagens que antigamente exibiam janelas para visualizar o produto foram gradualmente sendo trocadas por pain\u00e9is impressos com imagens mais exuberantes que os produtos reais.<\/p><p>Mas ainda h\u00e1 produto e trabalho adicional em abri-lo, consumir e jogar fora. Sequer conseguimos eliminar o \u201cinconveniente\u201d de ir ao mercado e fazer nossas compras. Embora no Jap\u00e3o e em outros pa\u00edses da \u00c1sia, proliferam as chamadas g\u00f4ndolas virtuais em esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 e \u00f4nibus \u2013 onde consumidores podem selecionar em telas sens\u00edveis ao toque, imagens eletr\u00f4nicas dos produtos de sua prefer\u00eancia, realizar a compra pelo celular e recebe-la na pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o ou na porta da sua resid\u00eancia.<\/p><p>Todos estes esfor\u00e7os para atribuir ainda mais comodidade ao consumidor podem ser disruptivos. A fronteira final pode ser mais pr\u00f3xima da experi\u00eancia londrina do FoodInk. Os donos da marca comercializando impressoras de alimentos e bebidas\u00a0<em>Nestl\u00e9<\/em>, m\u00e1quinas dosadoras de cosm\u00e9ticos e sanitizantes\u00a0<em>Unilever<\/em>\u00a0ou impressoras 3D de medicamentos\u00a0<em>Roch\u00e9<\/em>. Sem contar as m\u00e1quinas h\u00edbridas que posteriormente se tornar\u00e3o multimarca, gen\u00e9ricas. \u00c9 poss\u00edvel que cheguemos ao desinteresse total de ir \u00e0s compras no mundo f\u00edsico mais rapidamente do que o varejo v\u00e1 se reinventar em algo mais l\u00fadico, divertido e estimulante.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-58f93ef elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"58f93ef\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3><strong>A embalagem colaborativa<\/strong><\/h3><p>O rockstar Jon Bon Jovi garante que ningu\u00e9m passa fome, se morar pr\u00f3ximo a Red Bank, New Jersey. O\u00a0<em>JBJ Soul Kitchen<\/em>\u00a0(Cozinha da Alma de Jon Bom Jovi) \u00e9 um restaurante criado pelo astro, cujo menu n\u00e3o tem valor monet\u00e1rio. Para comer, voc\u00ea tem basicamente duas op\u00e7\u00f5es: voc\u00ea pode fazer uma doa\u00e7\u00e3o aberta, de \u201cacordo com o que seu cora\u00e7\u00e3o mandar\u201d ou ser um trabalhador volunt\u00e1rio no referido restaurante. Uma hora cozinhando, lavando pratos, limpando as mesas ou servindo os clientes d\u00e1 direito a uma refei\u00e7\u00e3o para at\u00e9 tr\u00eas comensais. No ano passado, a JBJ Soul Kitchen serviu 11.500 refei\u00e7\u00f5es e atingiu a sua meta 50\/50. Metade das pessoas pagou pelo prato com dinheiro e a outra, com o suor do seu trabalho.<\/p><p>Parafraseando o t\u00edtulo do livro de Malcolm Gladwell, chegamos a um\u00a0<em>Tipping Point<\/em>\u00a0(Ponto de Inflex\u00e3o Sociol\u00f3gico), onde os diversos modelos econ\u00f4micos revelaram-se falhos de desagregadores, em um certo sentido. O Estado forte, o capitalismo selvagem, o nacionalismo exasperado, o populismo leviano, o monetarismo e o consumismo despropositados \u2013 todos levaram crise e sofrimento a algu\u00e9m, em algum instante da hist\u00f3ria. De forma quase natural, novos modelos de intera\u00e7\u00e3o economica come\u00e7aram a surgir, de forma descentralizada e desorganizada. A economia colaborativa foi um destes modelos e, de alguma forma, empoderou os consumidores em todo o mundo.<\/p><p>Pessoas comuns que se aperceberam de que h\u00e1 moedas t\u00e3o ou ainda mais importantes do que o \u201cvil metal\u201d ou o dinheiro de pl\u00e1stico (ou mesmo o dinheiro bin\u00e1rio, como as BitCoins).<\/p><p>S\u00e3o as moedas do tempo aten\u00e7\u00e3o e empatia, talvez os bens mais escassos do mundo moderno de hoje.<\/p><p>Quando algu\u00e9m decide doar seu tempo em um projeto, em troca do tempo de outrem, da sua aten\u00e7\u00e3o ou mesmo empatia, toda a base econ\u00f4mica colapsa. O\u00a0<em>Homo Economicus<\/em>\u00a0\u00e9 descaracterizado e d\u00e1 lugar a outro ser desconsoante (algo mais pr\u00f3ximo do\u00a0<em>Homo Social<\/em>), disposto a escambar coisas subjetivas em troca de mais subjetividade \u2013 e n\u00e3o de bens materiais por outros, como um \u201csal\u00e1rio\u201d por um quilo de sal.<\/p><p>A economia colaborativa desencadeia construtos sociais muito mais complexos do que um restaurante onde se come em troca de descascar batatas. A Wikipedia \u2013 o maior registro de conhecimento humano da hist\u00f3ria, com mais de 40 milh\u00f5es de artigos, escrita em mais de 250 l\u00ednguas, quase 5 milh\u00f5es e meio de verbetes e redigida voluntariamente por milhares de pessoas h\u00e1 mais de 15 anos \u2013 \u00e9 um \u00f3timo exemplo do poder da colabora\u00e7\u00e3o. O compartilhamento de arquivos pela internet e entre computadores (em protocolos de rede P2P) remodelou toda a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, o cinema, os games e a m\u00eddia impressa.<\/p><p>Com um pouco da ajuda Maquiav\u00e9lica de corpora\u00e7\u00f5es, o esp\u00edrito colaborativo dos consumidores, somado ao seu desejo de ser notado e sentir-se especial, p\u00f4de ser manipulado e deu origem a produtos como por exemplo o aplicativo\u00a0<em>Waze<\/em>. Motoristas colaborativos, com um pouco de\u00a0<em>gamification<\/em>\u00a0(estrat\u00e9gia de intera\u00e7\u00e3o entre pessoas e empresas com base em incentivos que estimulem o engajamento do p\u00fablico com as marcas de forma l\u00fadica*) dedicam boa parte do seu tempo a prover informa\u00e7\u00f5es valiosas do tr\u00e2nsito a companhias que comercializam estes dados de formas variadas e lucrativas.<\/p><p>Nada nem ningu\u00e9m consegue escapar do esp\u00edrito colaborativo. Especialmente as empresas inteligentes, que veem na colabora\u00e7\u00e3o uma forma de economizar dinheiro e aumentar seus lucros. A inova\u00e7\u00e3o aberta \u00e9 a apoteose da colabora\u00e7\u00e3o. Em um dia, uma empresa pode dispor de meia d\u00fazia de bons cientistas e pesquisadores imbu\u00eddos de criar valor idealizando novos produtos ou aperfei\u00e7oando os existentes. No outro, pode ter uma rede integrada, multicultural, multigeogr\u00e1fica e multidisciplinar de cientistas e pesquisadores trabalhando em um ou mais projetos ou dilemas da empresa, em troca de dinheiro, reconhecimento, supera\u00e7\u00e3o pessoal, dignidade e status perante os demais colegas \u2013 algo que, ao menos em parte, nos faz lembrar o restaurante do primeiro par\u00e1grafo.<\/p><p>Os donos das marcas perceberam que \u00e9 poss\u00edvel levar uma parcela desta incumb\u00eancia de gerar novas ideias ou problemas n\u00e3o aos cientistas do mundo, mas aos cidad\u00e3os comuns. Quanto mais c\u00e9rebros conectados, mais perto de uma ideia multimilion\u00e1ria a empresa estar\u00e1. Posto em pr\u00e1tica, uma marca de cerveja famosa cria uma campanha no YouTube para que os consumidores idealizem e produzam o v\u00eddeo publicit\u00e1rio a ser exibido na final da SuperBowl ou ainda, uma famosa marca de batatas e snacks faz campanha nas redes sociais em busca de novos sabores eletrizantes e paga royalties para o campe\u00e3o mais votado por um per\u00edodo de um ano.<\/p><p>Grandes empresas FMCG (bens de giro r\u00e1pido) como P&amp;G e Unilever possuem j\u00e1 a sua pr\u00f3pria plataforma de inova\u00e7\u00e3o aberta de embalagem, recebendo ideias e projetos di\u00e1rios, de todas as partes do mundo, vindas de profissionais aut\u00f4nomos, designers, pesquisadores, cientistas, fabricantes de embalagens e insumos, professores e alunos de cursos e universidades de cursos correlatos. Coincid\u00eancia?<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c9931e1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c9931e1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"ember70\" class=\"ember-view\"><div class=\"reader-article-content\" dir=\"ltr\"><h3><strong>\u00daltimas palavras<\/strong><\/h3><p>Vivemos um tempo que sempre almejamos em prosa e verso. O momento presente. Sempre fomos cr\u00edticos, enquanto seres humanos, que \u00e9 preciso n\u00e3o nos prender ao passado (e seus terr\u00edveis paradigmas), tampouco ansiar pelo futuro, incerto e angustiante. O que importa mesmo \u00e9 o presente e nosso pedido foi, enfim, atendido.<\/p><p>N\u00e3o podemos nos prender mais ao passado. N\u00e3o temos mais tempo para estuda-lo e nem fontes fidedignas para tal. N\u00e3o podemos mais fazer planos para o futuro ou ponderar a seu respeito, dado o ritmo fren\u00e9tico das mudan\u00e7as.<\/p><p>N\u00e3o conseguimos falar mais com ningu\u00e9m a respeito deste e outros temas profundos e existenciais. Aos poucos que ainda conseguem se comunicar, h\u00e1 um muro impenetr\u00e1vel de distra\u00e7\u00f5es ao ouvinte e uma sobreposi\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es t\u00e3o diferentes entre si que, n\u00e3o s\u00f3 os filhos n\u00e3o entendem os pais, mas os filhos n\u00e3o entendem mais uns aos outros. Um ano de idade pode significar um abismo geracional intranspon\u00edvel.<\/p><p>O mesmo muro impenetr\u00e1vel de distra\u00e7\u00e3o que afeta a nossa comunica\u00e7\u00e3o com o ouvinte, impede-nos de silenciar a mente para refletir, dar foco, concentrar-se em qualquer coisa, por mais que um breve e ef\u00eamero instante. Resta-nos, portanto e somente, o presente. Num cen\u00e1rio de presente inquebrant\u00e1vel, \u00e9 herc\u00falea a tarefa de fazer previs\u00f5es de qualquer natureza. Nestas horas, me ajuda evocar algum momento da inf\u00e2ncia e ir voltando a si.<\/p><p>Lembro-me adolescente, ouvindo Legi\u00e3o Urbana e Guns n\u2019 Roses em meu walkman amarelo da Sony (\u00e0 prova d\u2019\u00e1gua), fechado no meu quarto. Na sala, minha m\u00e3e colocava a agulha da vitrola cuidadosamente posicionada sobre um disco de vinil do Johnny Rivers ou The Carpenters. Noutro aposento, meu pai ouvia um antigo r\u00e1dio de pilha com capa de couro marrom, sintonizando com uma longa antena retr\u00e1til uma esta\u00e7\u00e3o de m\u00fasica cl\u00e1ssica.<\/p><p>Demorei um pouco para, em meados dos anos 90, migrar para o meu primeiro Diskman. Olhava uma cole\u00e7\u00e3o de caixas de sapato cheias de fitas cassete meticulosamente gravadas e editadas para que os comerciais da r\u00e1dio fossem suprimidos (odiava, ali\u00e1s, as r\u00e1dios que enfiavam a propaganda no meio da m\u00fasica) e pensava na fadiga e no dinheiro de recomprar a cole\u00e7\u00e3o naquela nova m\u00eddia, bem mais cara e fr\u00e1gil. Mais um ano voou e passou a ser uma divers\u00e3o garimpar com os amigos os\u00a0sebos do bairro ou lojas especializadas na Galeria do Rock (London Calling e afins) em busca dos t\u00edtulos mais raros para dar aquela \u201cencorpada no acervo\u201d. Posso estar enganado, mas uma das minhas duas irm\u00e3s \u2013 a mais nova delas \u2013 conheceu a m\u00fasica diretamente no Diskman, sem passar pelo toca-fitas. Um dia tudo mudou. Os CD\u2019s podiam ser gravados, regravados e surgiam os primeiros tocadores MP3. Me lembro do dia em que, fascinado, fui apresentado a um programa de compartilhamento de m\u00fasicas (LimeWire, se n\u00e3o me engano). Cheguei a ter mais de cinco mil m\u00fasicas salvas no computador (outro aparelho que surgiria um pouco antes e foi ficando), que foram cuidadosamente transportadas ao primeiro Ipod que comprei, j\u00e1 na faculdade, e a uma dezena de pendrives e mem\u00f3rias SD.<\/p><p>Hoje, aos 37 anos, n\u00e3o tenho mais fitas cassete em casa. Nem ou\u00e7o mais CD\u2019s. Tenho uma assinatura de streaming da\u00a0<em>Google Play<\/em>\u00a0(seleciono as m\u00fasicas que quero ouvir, as organizo em\u00a0<em>playlists<\/em>\u00a0mas n\u00e3o baixo mais em nenhum dispositivo, as deixo flutuando na \u201cnuvem\u201d). Meu filho Lorenzo, de dois anos de idade, desde sempre pegou no sono embalado com playlists personalizadas no Google Play, tocadas em\u00a0<em>looping<\/em>\u00a0no meu smartphone ou no da minha esposa.<\/p><p>Uma das minhas irm\u00e3s ficou no Spotify, a outra no Ipod, meu pai no r\u00e1dio e no computador e minha m\u00e3e, no computador dela (sim, cada um tem o seu). No meu rol de amigos que garimpavam os sebos, h\u00e1 um ou outro que ainda busca o vinil ou a fita cassete, mas \u00e9 algo bastante raro.<\/p><p>Daqui a 20 ou 30 anos, \u00e9 bem poss\u00edvel que meu filho ou\u00e7a m\u00fasica fazendo download da nuvem diretamente para implantes neurais ou subcut\u00e2neos. Os bot\u00f5es de avan\u00e7o, retrocesso e play podem ser tatuagens na pele ou piscadelas para os seus \u00f3culos de realidade aumentada.<\/p><p>Na minha primeira inf\u00e2ncia, sequer pude imaginar uma embalagem de suco, refrigerante, vinho ou cerveja confeccionada em um material diferente do vidro. N\u00e3o consigo precisar quando, mas um belo dia tudo virou pl\u00e1stico. At\u00e9 o frasco de azeite extra virgem.<\/p><p>As embalagens pl\u00e1sticas flex\u00edveis de arroz, feij\u00e3o, a\u00e7\u00facar, leite e todo o resto eram moles e acondicionadas no arm\u00e1rio de f\u00f3rmica da cozinha empilhadas, abertas com tesoura e fechadas com pregadores de roupa. Em algum momento, as flex\u00edveis ficaram de p\u00e9 sozinhas exatamente como as caixas de cereais, ganharam sistemas de abertura como z\u00edperes, fitilhos, adesivos e v\u00e1lvulas dosadoras com tampas ou selos vedantes. O arm\u00e1rio da minha casa, comparado \u00e0 lembran\u00e7a do arm\u00e1rio da minha m\u00e3e, quase n\u00e3o tem vasilhames com produtos a granel.<\/p><p>Tamb\u00e9m n\u00e3o me lembro de embalagens perolizadas, metalizadas, matte, hologr\u00e1ficas ou super coloridas. Era tudo muito monocrom\u00e1tico, com pouco brilho, impresso em pl\u00e1stico transparente, celofane ou papel. Hoje, trabalhando como profissional de embalagem, vejo todos os anos na \u00faltima d\u00e9cada, materiais (sint\u00e9ticos ou biomateriais) de embalagem que sequer ouvira falar no ano anterior.<\/p><p>O presente-futuro me parece um replay do que aconteceu na minha casa, enquanto garoto, convivendo ao lado dos meus pais e irm\u00e3s. Estarei ouvindo m\u00fasica em alguma evolu\u00e7\u00e3o de streaming, enquanto me dou ao trabalho de fechar um pacote de embalagem de biscoito ressel\u00e1vel e mantenedor de croc\u00e2ncia. Minha esposa (bem mais avan\u00e7ada que eu nas novas tecnologias, admito) estar\u00e1 incomodada com a geladeira smart, que n\u00e3o recebeu a mensagem do pote de sorvete para que diminu\u00edsse a temperatura do freezer e deixou o mesmo derreter.<\/p><p>No quarto, ouvindo sabe-se l\u00e1 Deus que porcaria, estar\u00e1 meu filho. \u00c9 hora do almo\u00e7o mas respeitamos a sua privacidade: ele est\u00e1 imprimindo um hamb\u00farguer na MacPrinter e tirando uma Coca \u201cvita\u201d do RefriMixer 2.0 (receita de f\u00e3 baixada na rede social da vez). Desde que ele inale depois as vitaminas AirCentrum no borrifador do seu quarto, vamos deixar ele numa boa, afinal n\u00e3o somos pais t\u00e3o carrascos assim. Viva a modernidade.<\/p><p>No fim do dia, nos esbarramos ele e eu no corredor de acesso a cozinha, um c\u00f4modo que ele raramente frequenta. Ele me flagra com um saca-rolhas na m\u00e3o, procurando uma garrafa de vinho.<\/p><p><em>\u201c- O que \u00e9 isso a\u00ed na tua m\u00e3o, pai? \u201d<\/em><\/p><p><em>\u201c- Um saca-rolhas. Para abrir a tampa dessa garrafa aqui. \u201d<\/em><\/p><p><em>\u201c- Nossa, que (completar com a g\u00edria do momento para descrever velho e antiquado) \u201d.<\/em><\/p><p>Como diria o finado Zygmund Bauman: \u201cVivemos tempos l\u00edquidos, nada \u00e9 para durar. Esses tempos l\u00edquidos s\u00e3o o que convencionamos chamar de presente.<\/p><\/div><\/div><div class=\"reader-flag-content__wrapper mb4 clear-both\" data-ember-action=\"\" data-ember-action-71=\"71\">\u00a0<\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de mais nada, desculpem o sumi\u00e7o por aqui. 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