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	<title>ProjetoPack</title>
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	<description>Consultoria e serviços para embalagens, rótulos, etiquetas e processos de impressão</description>
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	<title>ProjetoPack</title>
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		<title>Como comprovar o conteúdo reciclado (PCR) nas embalagens plásticas</title>
		<link>https://projetopack.com.br/comprovar-conteudo-reciclado-pcr/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
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					<description><![CDATA[Resumo: Comprovar conteúdo reciclado PCR (Post-Consumer Recycled, material reciclado pós-consumo) é mostrar, com documentos e rastreio, que a embalagem plástica de fato incorpora resina obtida de material que já foi usado pelo consumidor. Este guia traz a tabela documento → quem emite → o que comprova, a diferença entre PCR e PIR (Post-Industrial Recycled, reciclado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color:#eef3f7;padding:16px;border-left:4px solid #1f4e79;"><strong>Resumo:</strong> Comprovar conteúdo reciclado PCR (Post-Consumer Recycled, material reciclado pós-consumo) é mostrar, com documentos e rastreio, que a embalagem plástica de fato incorpora resina obtida de material que já foi usado pelo consumidor. Este guia traz a tabela documento → quem emite → o que comprova, a diferença entre PCR e PIR (Post-Industrial Recycled, reciclado pós-industrial) e o contexto do primeiro aniversário do Decreto 12.688/2025, cuja meta nacional de conteúdo reciclado em 2026 é de 22 por cento.</p>
<p>Assim, o texto serve à qualidade, ao regulatório e ao comprador da convertedora, e também ao dono de marca que exige evidência antes de colocar o claim na embalagem. Porém, não substitui parecer jurídico nem a leitura integral do decreto e dos atos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).</p>
<h2>O que é conteúdo reciclado PCR?</h2>
<p><strong>Conteúdo reciclado PCR é a fração de matéria-prima reciclada pós-consumo incorporada na embalagem ou no produto plástico, medida em massa.</strong> Em outras palavras, PCR vem do que o consumidor já descartou; PIR vem de sobra industrial que não chegou ao consumidor.</p>
<p>De fato, o próprio Decreto 12.688/2025 define o índice de conteúdo reciclado como a razão entre a massa de matéria-prima reciclada incorporada e a massa total colocada no mercado no ano. Além disso, também define o fabricante de embalagens de plástico como quem produz embalagem acabada a partir de matérias-primas virgens, de artigos precursores ou de resina pós-consumo reciclada (PCR). Fonte: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12688.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 12.688, de 21 de outubro de 2025</a>, arts. 3º e 4º.</p>
<h2>Por que comprovar conteúdo reciclado PCR virou prioridade em 2026</h2>
<p>Neste contexto, em 21 de outubro de 2026 o Decreto 12.688 completa um ano. Afinal, publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 21/10/2025, ele institui o sistema de logística reversa de embalagens de plástico e fixa metas de recuperação e de conteúdo reciclado. O Anexo II estabelece o índice mínimo nacional de conteúdo reciclado em 22 por cento para 2026, com escala até 40 por cento em 2040.</p>
<p>Além disso, o art. 34 torna as metas de conteúdo reciclado obrigatórias a partir de janeiro de 2026 para empresas de grande porte e a partir de julho de 2026 para empresas de pequeno e médio porte. O art. 33, § 2º, diz que a demonstração do atendimento às metas de conteúdo reciclado deve ocorrer preferencialmente por plataforma de rastreabilidade definida em ato da Ministra do MMA. Já o § 3º do mesmo artigo exclui dessas metas as embalagens com regulamentação específica, inclusive de alimentos.</p>
<p>Por isso, nosso post <a href="https://projetopack.com.br/infopack-decreto-12688-conteudo-reciclado-metas/">Infopack sobre o Decreto 12.688 e as metas de conteúdo reciclado</a> resume o marco. Agora, porém, a pergunta prática da convertedora e do dono de marca é outra: como provar o percentual no lote?</p>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-65846" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-meta-22-2x.png" alt="Gráfico da meta de conteúdo reciclado do Decreto 12.688/2025: 22 por cento em 2026 e 40 por cento em 2040, obrigatória desde janeiro de 2026 para grandes empresas e julho de 2026 para pequenas e médias" width="2400" height="1350" loading="lazy" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-meta-22-2x.png 2400w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-meta-22-2x-300x169.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-meta-22-2x-1024x576.png 1024w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-meta-22-2x-768x432.png 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-meta-22-2x-1536x864.png 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-meta-22-2x-2048x1152.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /><figcaption>Meta de conteúdo reciclado: 22% em 2026, com escala até 40% em 2040 (Anexo II), e início da obrigação por porte (art. 34).</figcaption></figure>
<h2>PCR versus PIR em uma frase</h2>
<p><strong>PCR é reciclado pós-consumo; PIR é reciclado pós-industrial (sobra de processo que não passou pelo consumidor).</strong> No entanto, no discurso comercial, misturar os dois infla o claim. No Decreto 12.688, a ênfase da resina PCR e das metas de conteúdo reciclado aponta para material que reentra a cadeia a partir do pós-consumo e da logística reversa. Por isso, o comprador e o auditor pedem a origem do lote, e não só o nome “reciclado” na nota.</p>
<h2>Tabela de evidências para conteúdo reciclado PCR: documento → quem emite → o que comprova</h2>
<p>A seguir, a tabela reúne evidências típicas usadas na cadeia de embalagens plásticas. Todavia, a lista é prática; o ato do MMA sobre a plataforma de rastreabilidade e as regras setoriais podem exigir documentos adicionais.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Documento</th>
<th>Quem emite</th>
<th>O que comprova</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Nota fiscal de compra da resina PCR</td>
<td>Reciclador ou distribuidor de resina</td>
<td>Massa e tipo de resina adquirida no período</td>
</tr>
<tr>
<td>Certificado ou declaração de origem PCR do lote</td>
<td>Reciclador licenciado</td>
<td>Que o lote é pós-consumo e a fração declarada</td>
</tr>
<tr>
<td>Licença ambiental do reciclador</td>
<td>Órgão do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente)</td>
<td>Que o fornecedor pode operar na reciclagem</td>
</tr>
<tr>
<td>Balanço de massa (entrada × saída)</td>
<td>Convertedora / fabricante de embalagem</td>
<td>Que a massa PCR comprada bate com a massa incorporada</td>
</tr>
<tr>
<td>Rastreio de lote (ordem de produção, bobina, SKU)</td>
<td>Convertedora / sistema de produção</td>
<td>Qual pedido ou SKU recebeu qual percentual</td>
</tr>
<tr>
<td>Laudo de ensaio (quando aplicável)</td>
<td>Laboratório</td>
<td>Propriedades do material; não substitui sozinho a origem PCR</td>
</tr>
<tr>
<td>Notas fiscais e MTR da logística reversa</td>
<td>Operadores / cooperativas / entidade gestora</td>
<td>Massa recuperada no sistema (meta de recuperação)</td>
</tr>
<tr>
<td>CCRLR, CERE ou Certificado de Massa Futura</td>
<td>Conforme Decreto 11.413/2023</td>
<td>Comprovação alternativa de metas de logística reversa (art. 12 do Decreto 12.688)</td>
</tr>
<tr>
<td>Relatório anual no Sinir</td>
<td>Empresa ou entidade gestora</td>
<td>Declaração de resultados do ano anterior (art. 6º, § 2º)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-65847" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-vs-pir-2x.png" alt="Quadro comparativo entre PCR, reciclado pós-consumo, e PIR, reciclado pós-industrial: origem, caminho até a resina, papel no Decreto 12.688 e o que o auditor pede" width="2400" height="1350" loading="lazy" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-vs-pir-2x.png 2400w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-vs-pir-2x-300x169.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-vs-pir-2x-1024x576.png 1024w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-vs-pir-2x-768x432.png 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-vs-pir-2x-1536x864.png 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-vs-pir-2x-2048x1152.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /><figcaption>PCR e PIR têm origens diferentes e não devem ser somados no mesmo percentual do claim.</figcaption></figure>
<h3>Siglas da tabela</h3>
<p>SKU (Stock Keeping Unit) é o código do item. MTR é o Manifesto de Transporte de Resíduos. Sinir é o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos. CCRLR é o Certificado de Crédito de Reciclagem de Logística Reversa. CERE é o Certificado de Estruturação e Reciclagem de Embalagens em Geral.</p>
<h2>Autodeclaração ambiental e a ISO 14021</h2>
<p>Além do decreto brasileiro, o mercado internacional usa autodeclarações ambientais do tipo II. A norma ISO 14021 (Organização Internacional de Normalização) trata de autodeclarações ambientais e inclui orientação sobre claims de conteúdo reciclado. Contudo, não reproduzimos aqui o texto das cláusulas: a norma é paga e o iso.org bloqueou a leitura automática neste ambiente. Na prática, o princípio que o comprador aplica é o mesmo: o claim precisa ser verificável, com método e evidência, e sem ambiguidade entre PCR e PIR.</p>
<h2>Como a convertedora organiza a comprovação de conteúdo reciclado PCR no dia a dia</h2>
<p>Em primeiro lugar, separe no ERP (sistema de gestão) a resina PCR da virgem e da PIR, com código de item próprio. Em segundo lugar, amarre a ordem de produção ao lote de resina e ao SKU da embalagem. Em terceiro lugar, feche o balanço de massa por período: massa PCR entrada versus massa PCR saída em produto. Em quarto lugar, guarde o pacote do fornecedor (NF, certificado, licença) pelo prazo que o contrato e a fiscalização pedirem.</p>
<p>Por exemplo, um caso público no ecossistema ProjetoPack ilustra o uso de filme com PET reciclado: a <a href="https://projetopack.com.br/camargo-embalagens-produz-envoltorio-da-nova-edicao-da-projeto-pack-em-revista-utilizando-filme-plastico-feito-com-garrafa-pet-reciclada/">Camargo Embalagens produziu o envoltório da revista ProjetoPack com filme de garrafa PET reciclada</a>. Já no debate de reciclagem de flexíveis, o <a href="https://projetopack.com.br/evento-da-abief-conclui-reciclagem-de-embalagens-flexiveis-e-viavel/">evento da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis)</a> reforçou que a reciclagem de flexíveis é viável quando a cadeia se organiza. A linha de serviço de <a href="https://projetopack.com.br/servicos/sustentabilidade/">sustentabilidade da ProjetoPack</a> apoia convertedoras e donos de marca nesse caminho.</p>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-65848" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-passo-a-passo-2x.png" alt="Fluxo em cinco passos para comprovar conteúdo reciclado PCR: comprar a resina com nota e certificado, separar no ERP, amarrar o lote ao SKU, fechar o balanço de massa e guardar os documentos" width="2400" height="1350" loading="lazy" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-passo-a-passo-2x.png 2400w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-passo-a-passo-2x-300x169.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-passo-a-passo-2x-1024x576.png 1024w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-passo-a-passo-2x-768x432.png 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-passo-a-passo-2x-1536x864.png 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/comprovar-conteudo-reciclado-pcr-passo-a-passo-2x-2048x1152.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /><figcaption>Cinco passos do lote de resina PCR ao SKU entregue. Cada etapa gera uma evidência.</figcaption></figure>
<h2>O que o Decreto 12.688 pede além do percentual de conteúdo reciclado PCR</h2>
<p>No entanto, comprovar conteúdo reciclado PCR não basta para fechar o decreto. Assim, as empresas também precisam cumprir o índice de recuperação (Anexo I) e as regras de relatório. De fato, o art. 38 deixa claro: as metas se consideram atingidas quando o índice de recuperação e o índice de conteúdo reciclado forem atendidos de forma cumulativa. Além disso, o art. 6º, § 2º, fixa o envio do relatório de resultados do ano anterior até 30 de julho de cada ano, no modelo do Sinir.</p>
<p>No caso da importação, o art. 20 e o art. 21 condicionam operações à participação no sistema de logística reversa e, em certos casos, à comprovação prévia da meta de conteúdo reciclado. Portanto, o time de comércio exterior precisa entrar no mesmo pacote de evidências que a qualidade e o meio ambiente.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre conteúdo reciclado PCR</h2>
<h3>O que é conteúdo reciclado PCR?</h3>
<p>Em resumo, é a fração, em massa, de matéria-prima reciclada pós-consumo incorporada na embalagem ou no produto plástico. PCR vem do descarte do consumidor; PIR vem de sobra industrial que não chegou ao consumidor.</p>
<h3>Qual a meta de conteúdo reciclado do Decreto 12.688 em 2026?</h3>
<p>Em síntese, o Anexo II fixa 22 por cento como índice mínimo nacional em 2026. Além disso, a obrigatoriedade começa em janeiro de 2026 para grande porte e em julho de 2026 para pequeno e médio porte (art. 34). Embalagens com regulamentação específica, inclusive de alimentos, ficam fora dessas metas (art. 33, § 3º).</p>
<h3>Como comprovar o percentual de PCR na embalagem?</h3>
<p>Na prática, com a combinação de nota fiscal e certificado do reciclador, balanço de massa na convertedora e rastreio do lote até o SKU. O decreto prevê demonstração preferencial por plataforma de rastreabilidade definida pelo MMA.</p>
<h3>Certificado do reciclador basta?</h3>
<p>Em geral, não basta. Afinal, ele prova a origem do material comprado. Ainda assim, falta mostrar que aquela massa entrou no produto vendido no período, via balanço de massa e rastreio de produção.</p>
<h3>PCR conta para a meta de recuperação?</h3>
<p>Na verdade, são índices diferentes. O índice de recuperação mede massa coletada e destinada de forma adequada frente à massa colocada no mercado. O índice de conteúdo reciclado mede a massa reciclada incorporada no produto. Por isso, o art. 38 exige os dois de forma cumulativa.</p>
<h2>Como a ProjetoPack ajuda a comprovar conteúdo reciclado PCR</h2>
<p>Em suma, a ProjetoPack apoia convertedoras e donos de marca na leitura do Decreto 12.688, no desenho da evidência e na conexão com a operação de embalagens. Então, se a sua empresa precisa organizar o pacote documento–massa–lote, <a href="https://projetopack.com.br/contato/">fale conosco</a>. Além disso, para receber a curadoria do setor, assine o <a href="https://conteudos.projetopack.com.br/infopack">Infopack</a>.</p>
<h3>Fontes consultadas</h3>
<ul>
<li>Planalto. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12688.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 12.688, de 21 de outubro de 2025</a>: arts. 4º, 6º, 12, 33, 34 e 38; Anexos I e II (meta de conteúdo reciclado 22 por cento em 2026).</li>
<li>ISO 14021 (Environmental labels and declarations — Self-declared environmental claims): citada apenas pelo título e pelo objeto geral (autodeclarações e conteúdo reciclado); texto das cláusulas não foi reproduzido (acesso ao iso.org indisponível neste ambiente).</li>
<li>ProjetoPack. <a href="https://projetopack.com.br/infopack-decreto-12688-conteudo-reciclado-metas/">Infopack: Decreto 12.688, conteúdo reciclado e metas</a>.</li>
</ul>
<p><em>Decreto e páginas internas conferidos em 16/10/2026. O aniversário de um ano do decreto cai em 21/10/2026, data de publicação deste post.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quanto vale uma gráfica? Valuation de gráficas e convertedoras</title>
		<link>https://projetopack.com.br/valuation-de-grafica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 11:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
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					<description><![CDATA[Resumo: Valuation de gráfica é a estimativa do valor econômico de uma gráfica ou convertedora. Em geral, ele combina dois métodos: o fluxo de caixa descontado e o múltiplo de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Este guia mostra o que sobe e o que desce o múltiplo, compara um exemplo hipotético [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color:#eef3f7;padding:16px;border-left:4px solid #1f4e79;"><strong>Resumo:</strong> Valuation de gráfica é a estimativa do valor econômico de uma gráfica ou convertedora. Em geral, ele combina dois métodos: o fluxo de caixa descontado e o múltiplo de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Este guia mostra o que sobe e o que desce o múltiplo, compara um exemplo hipotético de DCF (fluxo de caixa descontado) com o múltiplo de mercado e liga o valuation ao VBM (gestão baseada em valor) e à intermediação de compra e venda.</p>
<p>De fato, o texto serve ao dono, ao sócio e ao herdeiro que pensam em vender, em trazer um investidor ou em medir se a empresa está criando valor. Além disso, ajuda o diretor financeiro que precisa organizar números antes de falar com um banco ou com um comprador. Porém, os números de múltiplo citados aqui vêm de empresas abertas dos Estados Unidos: não são preços típicos de negócios privados no Brasil.</p>
<h2>O que é valuation de gráfica?</h2>
<p><strong>Em síntese, valuation de gráfica é a estimativa fundamentada do valor econômico de uma gráfica, convertedora ou indústria de rótulos.</strong> Em outras palavras, responde quanto a empresa vale hoje, com base no caixa que ela deve gerar e no que compradores pagam por negócios semelhantes.</p>
<p>Contudo, valuation não é o preço de venda fechado. O preço sai da negociação. Já o valuation organiza a conversa: mostra a faixa razoável, o que a justifica e o que a empresa pode melhorar antes de ir ao mercado. A <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/avaliacao-economica-para-graficas-e-convertedoras/">avaliação econômica para gráficas e convertedoras</a> da ProjetoPack trabalha com fluxo de caixa descontado e com múltiplos de mercado, com leitura setorial.</p>
<h2>Por que o valuation de gráfica importa agora</h2>
<p>De fato, o setor de embalagens no Brasil vive uma onda de fusões e aquisições (M&amp;A). Nosso hub de <a href="https://projetopack.com.br/fusoes-e-aquisicoes-embalagens/">fusões e aquisições em embalagens</a> lista operações públicas recentes. Nesse cenário, quem chega com números limpos e narrativa clara costuma negociar melhor. Já quem chega sem balanço auditável e sem visão de margem por cliente perde tempo e, muitas vezes, desconto.</p>
<p>Além disso, a Lei 11.638/2007 reforçou a qualidade das demonstrações financeiras no Brasil. Ela alterou a Lei das S.A. (sociedades por ações) e estendeu regras de escrituração e auditoria às sociedades de grande porte, mesmo sem serem S.A. Segundo o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm" target="_blank" rel="noopener">art. 3º da Lei 11.638/2007</a>, considera-se de grande porte a sociedade ou o conjunto sob controle comum com ativo total acima de R$ 240 milhões ou receita bruta anual acima de R$ 300 milhões no exercício anterior. Do mesmo modo, a lei também passou a exigir a demonstração dos fluxos de caixa no conjunto das demonstrações. Portanto, para o valuation de gráfica de porte relevante, a base contábil deixou de ser um detalhe.</p>
<h2>Os dois métodos principais no valuation de gráfica</h2>
<h3>Fluxo de caixa descontado (DCF)</h3>
<p>Primeiramente, no DCF, o avaliador projeta o fluxo de caixa livre da empresa e traz esses valores a valor presente com uma taxa de desconto. Em resumo, o método pergunta: quanto vale o caixa que a gráfica deve gerar nos próximos anos, descontado o risco?</p>
<p>Assim, na prática, a projeção parte da receita, da margem, do investimento em máquinas e do capital de giro. Em gráficas e convertedoras, o capital de giro pesa: substrato, tinta, clichê e o prazo de recebimento dos donos de marca. Por isso, um DCF sem olhar o ciclo financeiro costuma pintar um valor irreal.</p>
<h3>Múltiplo de EBITDA</h3>
<p>Por outro lado, o método de múltiplos multiplica um indicador de resultado, em geral o EBITDA, por um fator observado em empresas ou em transações comparáveis. Em outras palavras, a lógica é simples: se empresas parecidas negociam a X vezes o EBITDA, a gráfica sob análise tende a cair numa faixa próxima, ajustada pelos riscos próprios.</p>
<p>Como referência pública, o professor Aswath Damodaran, da NYU Stern (New York University Stern School of Business), publica múltiplos setoriais. Na base de janeiro de 2026, a linha Packaging &amp; Container (embalagens e contêineres) reúne 19 empresas abertas dos Estados Unidos. O EV/EBITDA (valor da firma dividido pelo EBITDA) das empresas com EBITDA positivo ficou em 9,71 vezes; o das empresas da amostra, incluindo as demais, em 9,46 vezes. Fonte: <a href="https://pages.stern.nyu.edu/adamodar/New_Home_Page/datafile/vebitda.html" target="_blank" rel="noopener">Value to Operating Income (Damodaran, janeiro de 2026)</a>.</p>
<p><strong>Atenção:</strong> esses 9,71 vezes são múltiplos de mercado aberto americano. Não são o múltiplo típico de uma gráfica privada brasileira. Em geral, negócios fechados no Brasil negociam com desconto frente a empresas listadas, por liquidez, governança e tamanho. Ainda assim, a série do Damodaran serve de âncora para entender a ordem de grandeza do setor de embalagens no mercado público.</p>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-65842" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-dcf-vs-multiplo-2x.png" alt="Valuation de gráfica, exemplo ilustrativo: EV de R$ 20 milhões pelo múltiplo de 5 vezes o EBITDA, menos R$ 3 milhões de dívida, dá equity de R$ 17 milhões, contra R$ 15,5 milhões pelo DCF" width="2400" height="1350" loading="lazy" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-dcf-vs-multiplo-2x.png 2400w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-dcf-vs-multiplo-2x-300x169.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-dcf-vs-multiplo-2x-1024x576.png 1024w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-dcf-vs-multiplo-2x-768x432.png 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-dcf-vs-multiplo-2x-1536x864.png 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-dcf-vs-multiplo-2x-2048x1152.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /><figcaption>Exemplo ilustrativo: o múltiplo aponta R$ 17 milhões de equity e o DCF R$ 15,5 milhões. Uma diferença de cerca de 10% pede revisão da projeção e do múltiplo.</figcaption></figure>
<h2>O que aumenta e o que reduz o múltiplo no valuation de gráfica</h2>
<p>A seguir, a tabela resume fatores que, na prática de M&amp;A do setor, costumam empurrar o múltiplo para cima ou para baixo. Todavia, são referências de análise, e não uma fórmula fechada.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Fator</th>
<th>Sobe o múltiplo</th>
<th>Desce o múltiplo</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Clientes</td>
<td>Carteira diversificada, contratos recorrentes</td>
<td>Um ou dois clientes concentram boa parte da receita</td>
</tr>
<tr>
<td>Margem</td>
<td>Margem de contribuição estável por produto e por cliente</td>
<td>Pedidos com margem negativa ou misturados no preço médio</td>
</tr>
<tr>
<td>Parque fabril</td>
<td>Máquinas modernas, manutenção em dia, capacidade útil</td>
<td>Parque antigo, ociosidade alta ou gargalo sem plano</td>
</tr>
<tr>
<td>Governança e números</td>
<td>Demonstrações claras, auditoria, DRE gerencial confiável</td>
<td>Caixa e contabilidade desalinhados, passivos ocultos</td>
</tr>
<tr>
<td>Pessoas-chave</td>
<td>Gestão profissional e sucessão mapeada</td>
<td>Empresa depende só do fundador na venda e na fábrica</td>
</tr>
<tr>
<td>Crescimento</td>
<td>Pipeline comercial e espaço de capacidade com demanda</td>
<td>Receita estagnada sem tese de crescimento</td>
</tr>
<tr>
<td>Risco jurídico e fiscal</td>
<td>Certidões em dia, tributos correntes pagos</td>
<td>Passivo trabalhista, fiscal ou ambiental sem provisão</td>
</tr>
<tr>
<td>Posição no mercado</td>
<td>Nicho defensável (rótulo, flexível, especialidade)</td>
<td>Produto commodity com guerra de preço</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-65843" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-fatores-multiplo-2x.png" alt="Valuation de gráfica: oito fatores que sobem ou descem o múltiplo de EBITDA, como concentração de clientes, margem, parque fabril, governança e sucessão" width="2400" height="1350" loading="lazy" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-fatores-multiplo-2x.png 2400w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-fatores-multiplo-2x-300x169.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-fatores-multiplo-2x-1024x576.png 1024w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-fatores-multiplo-2x-768x432.png 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-fatores-multiplo-2x-1536x864.png 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-fatores-multiplo-2x-2048x1152.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /><figcaption>Oito fatores que empurram o múltiplo para cima ou para baixo. Referência de análise, não fórmula.</figcaption></figure>
<h2>Exemplo hipotético: DCF versus múltiplo no valuation de gráfica</h2>
<p>Contudo, <strong>os números a seguir são hipotéticos.</strong> Eles servem só para mostrar a lógica. Afinal, não representam uma gráfica real nem uma faixa de mercado fechada.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Item (hipotético)</th>
<th>Valor</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>EBITDA anual normalizado</td>
<td>R$ 4,0 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Múltiplo ilustrativo aplicado (abaixo do 9,71x público dos EUA)</td>
<td>5,0 vezes o EBITDA</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor da firma pelo múltiplo (EV)</td>
<td>R$ 20,0 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Dívida líquida</td>
<td>R$ 3,0 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor do equity pelo múltiplo</td>
<td>R$ 17,0 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor do equity pelo DCF (mesma empresa, hipótese)</td>
<td>R$ 15,5 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Assim, nesse exemplo hipotético, o múltiplo aponta cerca de R$ 17 milhões para o equity e o DCF cerca de R$ 15,5 milhões. Logo, a diferença de cerca de 10 por cento pediria revisão: a projeção de crescimento está otimista demais? O múltiplo escolhido ignora a concentração de clientes? O capital de giro foi subestimado?</p>
<p>Portanto, no valuation de gráfica sério, os dois métodos conversam. Quando divergem demais, o trabalho não é “escolher o maior”. É entender o porquê.</p>
<h2>Como preparar a empresa antes do valuation de gráfica</h2>
<p>Em primeiro lugar, limpe a base: DRE (demonstração do resultado do exercício) gerencial alinhada à contabilidade, lista de clientes com margem e contratos, inventário de máquinas com idade e estado, e mapa de dívidas com garantias. Em segundo lugar, separe o que é despesa recorrente do que é extraordinário, para chegar a um EBITDA normalizado. Em terceiro lugar, documente riscos: trabalhista, fiscal, ambiental e sucessório.</p>
<p>Além disso, quem pensa em vender em 12 a 24 meses ganha mais com o plano do que com o laudo isolado. A página <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/maximize-o-valor-da-sua-empresa-para-uma-venda-futura/">Maximize o valor da sua empresa para uma venda futura</a> e a <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/consultoria-vbm/">consultoria VBM</a> (Value Based Management, gestão baseada em valor) tratam exatamente disso: orçamento e decisões orientados ao valor, e não só ao faturamento do mês.</p>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-65844" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-preparacao-passos-2x.png" alt="Valuation de gráfica: quatro passos de preparação, limpar a base, normalizar o EBITDA, documentar riscos e rodar DCF e múltiplo" width="2400" height="1350" loading="lazy" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-preparacao-passos-2x.png 2400w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-preparacao-passos-2x-300x169.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-preparacao-passos-2x-1024x576.png 1024w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-preparacao-passos-2x-768x432.png 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-preparacao-passos-2x-1536x864.png 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/valuation-de-grafica-preparacao-passos-2x-2048x1152.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /><figcaption>Quatro passos para chegar ao valuation com números limpos.</figcaption></figure>
<h2>Do valuation à intermediação de compra ou venda</h2>
<p>Por fim, depois do valuation de gráfica, o próximo passo pode ser a intermediação. Nesse momento, entram teaser, book, abordagem a compradores estratégicos e negociação de preço e de condições. A <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/intermediacao-para-compra-ou-venda-de-graficas-e-convertedoras/">intermediação para compra ou venda de gráficas e convertedoras</a> da ProjetoPack cobre esse caminho. Por isso, sem um valuation sólido, a intermediação vira achismo de preço.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre valuation de gráfica</h2>
<h3>O que é valuation de gráfica?</h3>
<p>Trata-se da estimativa fundamentada do valor econômico de uma gráfica ou convertedora. Em geral, ele combina o fluxo de caixa descontado com múltiplos de mercado, ajustados aos riscos da empresa.</p>
<h3>Qual múltiplo usar no valuation de uma gráfica brasileira?</h3>
<p>Em resumo, não existe um múltiplo único. A referência pública Packaging &amp; Container do Damodaran (janeiro de 2026) aponta 9,71 vezes o EBITDA para empresas abertas dos EUA com EBITDA positivo. No entanto, negócios privados no Brasil costumam negociar abaixo disso. Em última análise, o múltiplo final depende de margem, clientes, parque e risco.</p>
<h3>Qual a diferença entre DCF e múltiplo de EBITDA?</h3>
<p>Ou seja, o DCF projeta o caixa futuro e o traz a valor presente. O múltiplo aplica um fator a um indicador de resultado, em geral o EBITDA. Assim, os dois se complementam: se divergem muito, a projeção ou o risco precisam de revisão.</p>
<h3>A Lei 11.638/2007 muda o valuation de gráfica?</h3>
<p>Na prática, ela reforça a qualidade das demonstrações financeiras e exige fluxo de caixa nas demonstrações das companhias abrangidas. Além disso, também estende regras a sociedades de grande porte. Portanto, melhora a base sobre a qual o valuation se apoia.</p>
<h3>Quando fazer um valuation mesmo sem vender?</h3>
<p>Por exemplo, quando houver sucessão, entrada de sócio, discussão de garantia com banco ou um programa de VBM. Afinal, medir o valor ajuda a priorizar o que cria ou destrói valor na operação.</p>
<h2>Como a ProjetoPack ajuda no valuation de gráfica</h2>
<p>Em suma, a ProjetoPack avalia gráficas e convertedoras com DCF e múltiplos, com leitura do setor de impressão e embalagens. Além do laudo, a equipe identifica alavancas para subir o valor no curto, médio e longo prazo. Se a meta for vender, então a intermediação e o VBM entram no mesmo plano. Então, para discutir a faixa da sua empresa, <a href="https://projetopack.com.br/contato/">fale com a gente</a>. Além disso, para acompanhar o setor de perto, assine o <a href="https://conteudos.projetopack.com.br/infopack">Infopack</a>, a newsletter da ProjetoPack.</p>
<h3>Fontes consultadas</h3>
<ul>
<li>Damodaran, Aswath (NYU Stern). <a href="https://pages.stern.nyu.edu/adamodar/New_Home_Page/datafile/vebitda.html" target="_blank" rel="noopener">Value to Operating Income</a>: dados de janeiro de 2026; linha Packaging &amp; Container (19 empresas; EV/EBITDA 9,46 todas; 9,71 só com EBITDA positivo). Planilha: <a href="https://www.stern.nyu.edu/~adamodar/pc/datasets/vebitda.xls" target="_blank" rel="noopener">vebitda.xls</a>.</li>
<li>Planalto. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007</a>: demonstração dos fluxos de caixa; art. 3º (sociedades de grande porte).</li>
</ul>
<p><em>Dados e artigos de lei conferidos em 16/10/2026. O exemplo numérico de DCF × múltiplo é hipotético.</em></p>
<p><script type="application/ld+json">{"@context":"https://schema.org","@type":"FAQPage","mainEntity":[{"@type":"Question","name":"O que é valuation de gráfica?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Trata-se da estimativa fundamentada do valor econômico de uma gráfica ou convertedora. Em geral, ele combina o fluxo de caixa descontado com múltiplos de mercado, ajustados aos riscos da empresa."}},{"@type":"Question","name":"Qual múltiplo usar no valuation de uma gráfica brasileira?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Em resumo, não existe um múltiplo único. A referência pública Packaging & Container do Damodaran (janeiro de 2026) aponta 9,71 vezes o EBITDA para empresas abertas dos EUA com EBITDA positivo. No entanto, negócios privados no Brasil costumam negociar abaixo disso. Em última análise, o múltiplo final depende de margem, clientes, parque e risco."}},{"@type":"Question","name":"Qual a diferença entre DCF e múltiplo de EBITDA?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Ou seja, o DCF projeta o caixa futuro e o traz a valor presente. O múltiplo aplica um fator a um indicador de resultado, em geral o EBITDA. Assim, os dois se complementam: se divergem muito, a projeção ou o risco precisam de revisão."}},{"@type":"Question","name":"A Lei 11.638/2007 muda o valuation de gráfica?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Na prática, ela reforça a qualidade das demonstrações financeiras e exige fluxo de caixa nas demonstrações das companhias abrangidas. Além disso, também estende regras a sociedades de grande porte. Portanto, melhora a base sobre a qual o valuation se apoia."}},{"@type":"Question","name":"Quando fazer um valuation mesmo sem vender?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Por exemplo, quando houver sucessão, entrada de sócio, discussão de garantia com banco ou um programa de VBM. Afinal, medir o valor ajuda a priorizar o que cria ou destrói valor na operação."}}],"@id":"https://projetopack.com.br/valuation-de-grafica/#faq"}</script></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Turnaround de gráficas: 7 sinais de crise e o que fazer nos primeiros 90 dias</title>
		<link>https://projetopack.com.br/turnaround-de-graficas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 11:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[convertedoras]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de caixa]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[gráficas]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação judicial]]></category>
		<category><![CDATA[reestruturação]]></category>
		<category><![CDATA[turnaround]]></category>
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					<description><![CDATA[Resumo: Turnaround de gráficas é o processo de tirar uma gráfica ou convertedora da crise e devolver a ela caixa e margem. Em geral, ele começa antes da falta de dinheiro, quando surgem sinais como ciclo de caixa longo e margem em queda. Este guia lista 7 sinais, com o indicador e o gatilho de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color:#eef3f7;padding:16px;border-left:4px solid #1f4e79;"><strong>Resumo:</strong> Turnaround de gráficas é o processo de tirar uma gráfica ou convertedora da crise e devolver a ela caixa e margem. Em geral, ele começa antes da falta de dinheiro, quando surgem sinais como ciclo de caixa longo e margem em queda. Este guia lista 7 sinais, com o indicador e o gatilho de cada um. Em seguida, mostra o plano dos primeiros 90 dias e a negociação com credores. Por fim, explica quando a recuperação judicial faz sentido, de acordo com a Lei 11.101/2005.</p>
<p>O texto serve para o dono de gráfica, de convertedora ou de indústria de rótulos que vê o faturamento parado e o caixa apertado. Além disso, ajuda o diretor financeiro que precisa levar números claros ao banco e aos fornecedores. Porém, não citamos empresas em crise: os exemplos são de processo, e os números vêm de fontes públicas.</p>
<figure><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/turnaround-de-graficas-capa.jpg" alt="Turnaround de gráficas: impressora com a linha de resultados caindo e voltando a subir" width="1280" height="720" /><figcaption>Turnaround de gráficas: agir nos primeiros sinais custa menos do que agir na falta de caixa.</figcaption></figure>
<h2>O que é turnaround de gráficas?</h2>
<p><strong>Turnaround de gráficas é a reestruturação planejada de uma gráfica ou convertedora em dificuldade. Ele combina caixa, operação e dívida para que a empresa volte a gerar lucro.</strong></p>
<p>Ou seja, turnaround não significa só cortar custos. Por exemplo, um corte linear em todas as áreas pode tirar a manutenção da impressora que mais fatura. Por isso, o turnaround de gráficas começa pelo diagnóstico: onde a empresa ganha, onde perde e quanto caixa ainda tem. Só então vêm os cortes, a renegociação e, se for preciso, a via judicial.</p>
<h3>Por que o turnaround de gráficas voltou à pauta em 2026</h3>
<p>De fato, os números mostram um ambiente difícil para quem depende de crédito. Segundo o <a href="https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/indicadores/recuperacoes-judiciais-avancam-no-brasil-e-atingem-25-mil-empresas-em-2025-maior-nivel-da-serie-aponta-serasa-experian/" target="_blank" rel="noopener">indicador da Serasa Experian</a>, o Brasil teve 977 pedidos de recuperação judicial em 2025. Foi o maior volume desde 2016. Além disso, esses pedidos envolveram 2.466 empresas, recorde da série. Desse total, a indústria respondeu por 18,2%.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o dinheiro segue caro. Afinal, a taxa básica de juros (Selic) está em 13,75% ao ano desde setembro de 2026, de acordo com o <a href="https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicotaxasjuros" target="_blank" rel="noopener">Banco Central</a>. Já a demanda cresce pouco. A ABRE (Associação Brasileira de Embalagem) encomenda ao FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) um estudo do setor. Segundo a <a href="https://www.abre.org.br/inovacao/embalagem/estudo-abre-fgv-ibre-aponta-recuperacao-no-segundo-semestre-de-2026-da-producao-de-embalagens-mas-setor-entra-em-periodo-de-maior-cautela/" target="_blank" rel="noopener">edição de agosto de 2026</a>, a produção de embalagens deve crescer só 0,2% no ano. Em 2025, ela caiu 0,3%. Portanto, juro alto e volume parado apertam a margem de quem imprime e converte.</p>
<h2>Os 7 sinais de que a gráfica precisa de um turnaround</h2>
<p>A tabela reúne os sinais mais comuns, o indicador que mede cada um e um gatilho de alerta. No entanto, os gatilhos são referências práticas para disparar a análise, e não regras fixas. Assim, ajuste cada um à realidade da sua empresa.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Sinal</th>
<th>Indicador</th>
<th>Gatilho de alerta</th>
<th>Primeira ação</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>1. Caixa curto</td>
<td>Fluxo de caixa projetado de 13 semanas</td>
<td>Alguma semana da projeção fecha no negativo</td>
<td>Montar o fluxo semanal e segurar gastos não essenciais</td>
</tr>
<tr>
<td>2. Ciclo de caixa mais longo</td>
<td>Prazos médios de recebimento, de estoque e de pagamento</td>
<td>O ciclo financeiro cresce três meses seguidos</td>
<td>Rever prazos de clientes e o estoque de substrato</td>
</tr>
<tr>
<td>3. Margem de contribuição em queda</td>
<td>Margem por cliente e por produto</td>
<td>Queda por dois trimestres, ou pedidos com margem negativa</td>
<td>Reprecificar ou deixar os pedidos que destroem margem</td>
</tr>
<tr>
<td>4. Dívida pagando dívida</td>
<td>Uso de antecipação de recebíveis e de conta garantida</td>
<td>A antecipação vira rotina para pagar folha e fornecedores</td>
<td>Listar todas as dívidas, com custo e garantia de cada uma</td>
</tr>
<tr>
<td>5. Imposto como financiamento</td>
<td>Tributos do mês e parcelas de parcelamentos</td>
<td>Atraso em tributo corrente ou em parcela de parcelamento</td>
<td>Priorizar os tributos correntes e estudar o regime adequado</td>
</tr>
<tr>
<td>6. Fábrica perdendo eficiência</td>
<td>OEE, refugo e tempo de setup</td>
<td>Refugo ou horas paradas sobem sem plano de ação</td>
<td>Medir o OEE na máquina gargalo</td>
</tr>
<tr>
<td>7. Fornecedores e clientes apertando</td>
<td>Limite com fornecedores e peso dos maiores clientes</td>
<td>Fornecedor de substrato corta limite ou pede pagamento antecipado</td>
<td>Conversar com fornecedores estratégicos antes do atraso</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/turnaround-de-graficas-7-sinais.jpg" alt="Os 7 sinais de que a gráfica precisa de turnaround: caixa curto, ciclo de caixa longo, margem em queda, dívida pagando dívida, imposto atrasado, fábrica ineficiente e fornecedores apertando" width="1200" height="675" loading="lazy" /><figcaption>Os 7 sinais de alerta. Dois ou mais ao mesmo tempo pedem um diagnóstico completo.</figcaption></figure>
<h3>Sinais financeiros: caixa, ciclo e margem</h3>
<p>Em primeiro lugar, o sinal aparece no caixa. Por isso, a ferramenta básica é o fluxo de caixa de 13 semanas. Ele projeta entradas e saídas, semana a semana, por um trimestre. Assim, mostra com antecedência a semana em que vai faltar dinheiro.</p>
<p>Em segundo lugar vem o ciclo financeiro. Ele soma os prazos médios de estoque e de recebimento e desconta o prazo médio de pagamento. Então, quando o cliente paga mais tarde e o fornecedor de filme ou papel cobra mais cedo, a gráfica financia a diferença. Afinal, o substrato costuma ser o maior custo do pedido.</p>
<p>Já o terceiro sinal é a margem de contribuição, isto é, o preço menos os custos variáveis do pedido. Às vezes, o faturamento sobe e o lucro cai. Isso acontece porque a empresa aceita pedidos curtos, com muito setup, a preço de tiragem longa. Assim, a análise por cliente e por produto costuma revelar onde está a perda.</p>
<h3>Sinais de dívida e de imposto</h3>
<p>O quarto sinal surge quando a antecipação de recebíveis deixa de ser ferramenta e vira rotina. Nesse caso, a empresa paga juros para cobrir a folha do mês. Do mesmo modo, o quinto sinal é usar o imposto como fonte de financiamento. Esse caminho parece barato, mas gera multa, juros e restrições. O nosso texto sobre <a href="https://projetopack.com.br/existe-vida-inteligente-fora-do-refis/">dívidas tributárias e o REFIS</a> (Programa de Recuperação Fiscal) trata desse ponto. Além disso, sem certidão negativa, a empresa perde concorrências de grandes clientes.</p>
<h3>Sinais na fábrica e na cadeia</h3>
<p>O sexto sinal está na produção. Nesse caso, o indicador é o OEE (eficiência global do equipamento), que mede quanto do tempo da máquina vira produto bom. Num <a href="https://projetopack.com.br/solucao-1-de-6-para-um-ano-de-crise/">artigo de 2022 sobre produtividade</a>, a ProjetoPack relatou um dado de quase 20 anos de consultoria. Segundo o texto, é raro encontrar no Brasil uma indústria gráfica ou convertedora com OEE acima de 30%. Portanto, quase sempre há margem escondida no chão de fábrica.</p>
<p>Por fim, o sétimo sinal vem de fora. Quando o fornecedor de substrato reduz o limite ou pede pagamento antecipado, ele já leu o risco. Da mesma forma, perder um cliente que pesa muito no faturamento pode mudar o caixa em poucas semanas.</p>
<h2>Diagnóstico do turnaround de gráficas: o que levantar nas duas primeiras semanas</h2>
<p>Antes de qualquer corte, o turnaround de gráficas precisa de uma fotografia confiável. Em geral, cinco levantamentos bastam para começar:</p>
<ul>
<li><strong>Caixa:</strong> o fluxo de 13 semanas, com saldo bancário real e contas a pagar e a receber conferidas.</li>
<li><strong>Dívidas:</strong> uma lista com credor, saldo, taxa, garantia e vencimento. Marque também quais teriam garantia fiduciária, porque elas ficam fora de uma recuperação judicial.</li>
<li><strong>Margem:</strong> a margem de contribuição por cliente, por produto e por máquina.</li>
<li><strong>Fábrica:</strong> o OEE da máquina gargalo, o refugo e o tempo de setup das últimas semanas.</li>
<li><strong>Tributos e contratos:</strong> os impostos em atraso, os parcelamentos e os contratos com cláusulas de vencimento antecipado.</li>
</ul>
<p>Com esses dados, a pergunta central fica clara: a empresa tem um problema de caixa, de margem ou de dívida? Geralmente, ela tem os três. Ainda assim, a ordem de ataque muda conforme o peso de cada um.</p>
<h2>O plano de turnaround de gráficas nos primeiros 90 dias</h2>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/turnaround-de-graficas-plano-90-dias.jpg" alt="Plano de turnaround de gráficas em 90 dias: estancar o caixa, estabilizar a operação e reestruturar a dívida" width="1200" height="675" loading="lazy" /><figcaption>O plano de 90 dias em três fases: estancar, estabilizar e reestruturar.</figcaption></figure>
<h3>Dias 1 a 30: estancar o caixa</h3>
<p>Primeiramente, a empresa cria um comitê de caixa que se reúne toda semana e aprova cada pagamento. Em seguida, suspende investimentos e despesas que não protegem a produção nem a venda. Além disso, cobra os atrasados e revisa o estoque parado de substrato, tinta e clichê, que pode virar caixa. Por fim, comunica a equipe com franqueza, porque o boato derruba a produtividade.</p>
<h3>Dias 31 a 60: estabilizar a operação</h3>
<p>Nesta fase, a gráfica revê preços e mix. Assim, pedidos com margem negativa ganham reajuste ou saem da carteira. Ao mesmo tempo, a fábrica ataca setup, refugo e consumo de tinta e solvente na máquina gargalo. Por exemplo, o programa <a href="https://projetopack.com.br/servicos/operacoes/tcr-total-cost-reduction/">TCR (do inglês Total Cost Reduction, redução total de custos)</a> da ProjetoPack trabalha essas linhas de custo. Já o <a href="https://projetopack.com.br/servicos/operacoes/compass-diagnostico-industrial-para-otimizacao-do-setor-de-impressao/">diagnóstico industrial COMPASS</a> mapeia os controles de processo, do recebimento de insumos à impressão.</p>
<h3>Dias 61 a 90: reestruturar a dívida</h3>
<p>Com o caixa projetado e a operação estável, a empresa leva uma proposta realista aos credores. Dessa forma, o banco e o fornecedor veem um plano com números, e não um pedido de prazo. Contudo, a dívida às vezes não cabe no caixa mesmo com a operação ajustada. Nesse caso, é hora de avaliar as saídas previstas em lei.</p>
<h2>Negociação com credores no turnaround de gráficas</h2>
<p>No turnaround de gráficas, a negociação funciona melhor quando começa cedo e com dados. Por isso, algumas regras ajudam:</p>
<ul>
<li><strong>Proposta baseada no fluxo de caixa:</strong> ofereça o que o fluxo de 13 semanas comporta, com folga para imprevistos.</li>
<li><strong>Tratamento igual:</strong> credores da mesma classe devem receber condições parecidas. Caso contrário, a negociação trava.</li>
<li><strong>Fornecedor estratégico primeiro:</strong> sem substrato, a fábrica para. Logo, quem fornece filme, papel e tinta precisa entender o plano antes dos outros.</li>
<li><strong>Mediação:</strong> a Lei 11.101/2005 admite conciliação e mediação antes do processo de recuperação judicial (art. 20-B, incluído pela Lei 14.112/2020).</li>
</ul>
<p>Já no caso dos tributos federais, a empresa em recuperação judicial tem regras próprias. Segundo a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10522.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei 10.522/2002</a>, ela pode parcelar a dívida com a Fazenda Nacional em até 120 prestações (art. 10-A). Como alternativa, pode propor uma transação à PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). Nesse caso, o prazo chega a 120 meses, com redução de até 70% (art. 10-C). No entanto, a aceitação depende da análise da PGFN.</p>
<h2>Quando a recuperação judicial é o caminho</h2>
<figure><img loading="lazy" decoding="async" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/turnaround-de-graficas-caminhos-credores-resaved.jpg" alt="Três caminhos com credores no turnaround de gráficas: negociação privada, recuperação extrajudicial e recuperação judicial" width="1200" height="675" loading="lazy" /><figcaption>Três caminhos com credores, do mais simples ao mais amplo. A escolha depende do tamanho e do tipo da dívida.</figcaption></figure>
<p>A recuperação judicial serve para empresas viáveis que não conseguem pagar a dívida no prazo atual. Porém, ela não resolve a falta de margem operacional. Afinal, sem lucro na operação, o plano não fecha. Portanto, antes de decidir, compare os três caminhos:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ponto</th>
<th>Negociação privada</th>
<th>Recuperação extrajudicial</th>
<th>Recuperação judicial</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Quem participa</td>
<td>Só os credores que aceitarem</td>
<td>Os credores das espécies incluídas no plano. Tributos e credores com garantia fiduciária ficam fora</td>
<td>Todos os créditos existentes na data do pedido, com exceções, como a garantia fiduciária e os tributos</td>
</tr>
<tr>
<td>Aprovação</td>
<td>Credor a credor</td>
<td>Plano assinado por mais da metade dos créditos de cada espécie abrangida obriga os demais (art. 163)</td>
<td>Assembleia de credores ou ausência de objeção ao plano</td>
</tr>
<tr>
<td>Suspensão de cobranças</td>
<td>Não há</td>
<td>Só para as espécies de crédito do plano (art. 163, § 8º)</td>
<td>180 dias a partir do deferimento, prorrogáveis uma vez por igual período (art. 6º)</td>
</tr>
<tr>
<td>Prazos-chave</td>
<td>Livres</td>
<td>Conforme o plano</td>
<td>Plano em até 60 dias (art. 53); créditos trabalhistas em até 1 ano, com extensão para até 2 anos em condições específicas (art. 54)</td>
</tr>
<tr>
<td>Exposição</td>
<td>Baixa</td>
<td>Média, com homologação judicial</td>
<td>Alta: processo público, com administrador judicial</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Requisitos e cuidados da recuperação judicial</h3>
<p>De acordo com o art. 48 da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei 11.101/2005</a>, pode pedir recuperação judicial a empresa que atua regularmente há mais de dois anos. Além disso, a empresa não pode estar falida nem ter obtido outra recuperação judicial nos últimos cinco anos. Já o plano precisa mostrar a viabilidade econômica e trazer laudo econômico-financeiro (art. 53).</p>
<p>Dois pontos pesam muito no turnaround de gráficas que chega à via judicial. Em primeiro lugar, o credor com alienação fiduciária, comum no financiamento de máquinas, fica fora do plano (art. 49, § 3º). Ainda assim, durante a suspensão, ele não pode retirar da fábrica os bens de capital essenciais. Em segundo lugar, para conceder a recuperação, a lei pede certidões negativas de débitos tributários (art. 57). Ou seja, o imposto precisa de uma solução própria.</p>
<p>Além disso, o juiz pode autorizar novos financiamentos durante a recuperação, depois de ouvir o comitê de credores (art. 69-A). Por outro lado, a recuperação extrajudicial aparece bem menos. Em maio de 2026, por exemplo, a <a href="https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/indicadores/pedidos-de-recuperacao-judicial-somaram-65-processos-em-maio-aponta-serasa-experian/" target="_blank" rel="noopener">Serasa Experian</a> registrou 65 pedidos de recuperação judicial e só 4 de recuperação extrajudicial. Em todo o caso, a decisão exige advogado especializado, e este texto não substitui orientação jurídica.</p>
<h3>Vender a empresa também é uma saída</h3>
<p>Às vezes, o melhor turnaround de gráficas é trazer um sócio ou vender a operação. Nosso guia de <a href="https://projetopack.com.br/fusoes-e-aquisicoes-embalagens/">fusões e aquisições no setor de embalagens</a> mostra que vários vendedores ficaram como sócios ou na gestão. Contudo, a venda rende mais quando acontece antes da crise aguda, com números organizados.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre turnaround de gráficas</h2>
<h3>O que é turnaround de gráficas?</h3>
<p>Trata-se da reestruturação planejada de uma gráfica ou convertedora em dificuldade. Ela combina ações de caixa, de operação e de dívida para que a empresa volte a gerar lucro. Por isso, começa pelo diagnóstico, e não pelo corte linear de custos.</p>
<h3>Quais são os primeiros sinais de que uma gráfica precisa de turnaround?</h3>
<p>Em geral, os primeiros sinais aparecem no caixa projetado, no ciclo financeiro e na margem de contribuição. Além disso, a antecipação de recebíveis vira rotina e os impostos começam a atrasar. Assim, dois ou mais sinais ao mesmo tempo pedem um diagnóstico completo.</p>
<h3>O que fazer nos primeiros 90 dias de um turnaround?</h3>
<p>Nos primeiros 30 dias, a empresa estanca o caixa com um fluxo de 13 semanas e um comitê de pagamentos. Do dia 31 ao 60, ajusta preços, mix e eficiência da fábrica. Por fim, do dia 61 ao 90, leva aos credores uma proposta baseada no caixa projetado.</p>
<h3>Quando a recuperação judicial faz sentido para uma gráfica?</h3>
<p>Ela faz sentido quando a operação dá lucro, mas a dívida não cabe no prazo atual. Além disso, a empresa precisa atuar há mais de dois anos, sem outra recuperação judicial nos últimos cinco. No entanto, credores com alienação fiduciária e os tributos ficam fora do plano.</p>
<h3>Qual a diferença entre recuperação judicial e extrajudicial?</h3>
<p>Na extrajudicial, a empresa negocia o plano direto com os credores e pede a homologação ao juiz. Assim, o plano assinado por mais da metade dos créditos de cada espécie obriga os demais. Já a judicial abrange quase todos os créditos e suspende as cobranças por 180 dias, prorrogáveis uma vez.</p>
<h2>Como a ProjetoPack ajuda no turnaround de gráficas</h2>
<p>Um turnaround de gráficas mexe em finanças, fábrica e negociação ao mesmo tempo. Por isso, a ProjetoPack atua nas três frentes. As <a href="https://projetopack.com.br/servicos/financas-juridico-e-tributario/solucoes-financeiras-integradas-para-graficas-e-convertedoras/">Soluções Financeiras Integradas</a> incluem capital de giro, antecipação de recebíveis e operações estruturadas para refinanciar dívidas. Na fábrica, o programa <a href="https://projetopack.com.br/servicos/operacoes/toc-transforme-o-seu-faturamento-em-lucro-liquido/">TOC</a> (do inglês Theory of Constraints, a Teoria das Restrições) ataca os gargalos para transformar faturamento em lucro líquido. Já o <a href="https://projetopack.com.br/servicos/financas-juridico-e-tributario/diagnostico-fiscal-para-graficas-e-convertedoras/">Diagnóstico Fiscal</a> revisa riscos e oportunidades tributárias. Se a sua gráfica mostra dois ou mais dos sinais acima, <a href="https://projetopack.com.br/contato/">fale com a gente</a>. Afinal, quanto antes o diagnóstico, mais opções a empresa tem.</p>
<h3>Fontes consultadas</h3>
<ul>
<li>Planalto. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005</a> (recuperação judicial, extrajudicial e falência), com a redação da Lei nº 14.112/2020: arts. 6º, 20-B, 48, 49, 53, 54, 57, 69-A, 161 e 163.</li>
<li>Planalto. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10522.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002</a>: arts. 10-A e 10-C.</li>
<li>Serasa Experian. <a href="https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/indicadores/recuperacoes-judiciais-avancam-no-brasil-e-atingem-25-mil-empresas-em-2025-maior-nivel-da-serie-aponta-serasa-experian/" target="_blank" rel="noopener">Recuperações judiciais avançam no Brasil e atingem 2,5 mil empresas em 2025</a> (07/04/2026).</li>
<li>Serasa Experian. <a href="https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/indicadores/pedidos-de-recuperacao-judicial-somaram-65-processos-em-maio-aponta-serasa-experian/" target="_blank" rel="noopener">Pedidos de recuperação judicial somaram 65 processos em maio</a> (02/10/2026).</li>
<li>Banco Central do Brasil. <a href="https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicotaxasjuros" target="_blank" rel="noopener">Histórico das taxas de juros</a> (meta Selic).</li>
<li>ABRE. <a href="https://www.abre.org.br/inovacao/embalagem/estudo-abre-fgv-ibre-aponta-recuperacao-no-segundo-semestre-de-2026-da-producao-de-embalagens-mas-setor-entra-em-periodo-de-maior-cautela/" target="_blank" rel="noopener">Estudo ABRE/FGV IBRE aponta recuperação no segundo semestre de 2026 da produção de embalagens</a> (31/08/2026).</li>
</ul>
<p><em>Dados e artigos de lei conferidos em 08/10/2026.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fusões e aquisições no setor de embalagens: quem comprou quem no Brasil (2022–2026)</title>
		<link>https://projetopack.com.br/fusoes-e-aquisicoes-embalagens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 03:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fusões e aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[All4Labels]]></category>
		<category><![CDATA[Aptar]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau Show]]></category>
		<category><![CDATA[CADE]]></category>
		<category><![CDATA[goglio]]></category>
		<category><![CDATA[Grafitusa]]></category>
		<category><![CDATA[inapel]]></category>
		<category><![CDATA[innova]]></category>
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					<description><![CDATA[Resumo: As fusões e aquisições no setor de embalagens seguem ativas no Brasil. Entre 2022 e 2026, grupos como All4Labels, Goglio, Toppan, Oben e Aptar compraram fabricantes brasileiros de rótulos, filmes, embalagens flexíveis e cartuchos. Além disso, em 2026 a Cacau Show comprou 90% da convertedora Celocorte, e a ZegBox comprou a gráfica Grafitusa. Em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color:#eef3f7;padding:16px;border-left:4px solid #1f4e79;"><strong>Resumo:</strong> As fusões e aquisições no setor de embalagens seguem ativas no Brasil. Entre 2022 e 2026, grupos como All4Labels, Goglio, Toppan, Oben e Aptar compraram fabricantes brasileiros de rótulos, filmes, embalagens flexíveis e cartuchos. Além disso, em 2026 a Cacau Show comprou 90% da convertedora Celocorte, e a ZegBox comprou a gráfica Grafitusa. Em geral, os compradores buscam capacidade instalada, clientes e presença regional.</p>
<p>Este guia reúne as principais fusões e aquisições de embalagens anunciadas no Brasil desde 2022. Para cada operação, você encontra data, comprador, empresa adquirida e fonte. Além disso, o texto explica quando o negócio precisa passar pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Por fim, mostra o que esse movimento muda para gráficas e convertedoras. Por isso, a ProjetoPack segue atualizando esta página.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fusoes-e-aquisicoes-embalagens-brasil.jpg" alt="Fusões e aquisições no setor de embalagens: mapa de compradores e empresas adquiridas no Brasil" width="1200" height="675" /><figcaption>Fusões e aquisições no setor de embalagens no Brasil, de 2022 a 2026.</figcaption></figure>
<h2>O que são fusões e aquisições no setor de embalagens?</h2>
<p>Fusões e aquisições (M&amp;A, sigla do inglês <em>mergers and acquisitions</em>) são operações de compra ou união de empresas. Ou seja, uma empresa compra o controle ou parte de outra, ou então se une a ela.</p>
<p>No setor de embalagens, os alvos mais comuns são as convertedoras. Isto é, empresas que transformam filmes, papel e outros materiais em embalagens prontas. Da mesma forma, entram na lista gráficas de rótulos e fabricantes de matérias-primas, como filmes plásticos. Já o comprador pode ser um concorrente, um fornecedor, um cliente ou um fundo de investimento.</p>
<p>Enquanto isso, o mercado brasileiro como um todo manteve o ritmo. De acordo com a <a href="https://kpmg.com/br/pt/insights/2026/03/pesquisa-fusoes-aquisicoes-2025-4-trimestre.html" target="_blank" rel="noopener">Pesquisa de Fusões e Aquisições da KPMG</a>, o país registrou 1.581 transações em 2025. Ou seja, quase o mesmo número de 2024 (1.582). Além disso, fundos de <em>private equity</em> e <em>venture capital</em> responderam por metade das operações. São fundos que compram participações em empresas de capital fechado e em empresas novas. Em 2024, porém, essa fatia era de 43 por cento.</p>
<h2>Quem comprou quem: fusões e aquisições de embalagens no Brasil (2022–2026)</h2>
<p>As tabelas listam 17 fusões e aquisições de embalagens com comunicado oficial ou registro público. No entanto, os valores aparecem apenas quando as empresas os divulgaram. Além disso, cada empresa adquirida tem link para a notícia que a ProjetoPack publicou na época, quando ela existe.</p>
<h3>Fusões e aquisições em filmes e embalagens flexíveis</h3>
<p>Primeiramente, filmes e embalagens flexíveis reúnem as maiores operações. Afinal, só aqui há preços divulgados: Terphane e Sonoco.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Data</th>
<th>Comprador</th>
<th>Empresa adquirida</th>
<th>Segmento</th>
<th>Participação e destaque</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Jul/2026</td>
<td>Goglio, por meio da Mega Goglio</td>
<td>Cristal Embalagens (Morro da Fumaça, Santa Catarina)</td>
<td>Embalagens flexíveis</td>
<td>100 por cento do capital. Além disso, a Cristal teve receita líquida de R$ 345 milhões em 2025 e tem 570 empregados</td>
</tr>
<tr>
<td>Fev/2026</td>
<td>Cacau Show</td>
<td>Celocorte Embalagens (São Paulo)</td>
<td>Embalagens flexíveis e conversão de papel</td>
<td>90 por cento do capital, por valor não divulgado. Ainda assim, a Cacau Show comunicou a operação ao CADE</td>
</tr>
<tr>
<td>Ago/2025</td>
<td>Oben Group</td>
<td>Vitopel do Brasil (Mauá e Votorantim, São Paulo)</td>
<td>Filmes de BOPP (polipropileno biorientado)</td>
<td>100 por cento do capital. O CADE aprovou a compra sem restrições em 12/06/2025</td>
</tr>
<tr>
<td>Mai/2025 (aprovação)</td>
<td>Videolar-Innova</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/innova-anuncia-aquisicao-da-polo-films/">Polo Films</a> (Montenegro, Rio Grande do Sul)</td>
<td>Filmes de BOPP</td>
<td>Aquisição integral, assinada em out/2024. Em seguida, o CADE aprovou sem restrições</td>
</tr>
<tr>
<td>Abr/2025</td>
<td>Toppan Holdings (Japão)</td>
<td>Negócio de embalagens termoformadas e flexíveis da Sonoco, com Graffo (Pinhais, Paraná) e Inapel (Guarulhos e Jundiaí, São Paulo)</td>
<td>Embalagens flexíveis em rotogravura</td>
<td>Negócio inteiro, por cerca de US$ 1,8 bilhão no mundo, sem caixa e sem dívida. Assim, as três fábricas brasileiras viraram Toppan</td>
</tr>
<tr>
<td>Nov/2024</td>
<td>Oben Group</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/tradegar-anuncia-acordo-de-venda-da-terphane-para-o-grupo-oben/">Terphane</a>, vendida pela Tredegar</td>
<td>Filmes de poliéster</td>
<td>Negócio inteiro. Preço-base de US$ 116 milhões, sem caixa e sem dívida</td>
</tr>
<tr>
<td>Out/2023 (acordo) e dez/2023 (anúncio)</td>
<td>Sonoco, por meio da Graffo</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/graffo-paranaense-adquire-inapel-embalagens/">Inapel Embalagens</a> (Guarulhos e Jundiaí, São Paulo)</td>
<td>Embalagens flexíveis em rotogravura</td>
<td>Termos não divulgados. Cerca de 500 empregados; além disso, os antigos donos seguiram na liderança</td>
</tr>
<tr>
<td>Jul/2023</td>
<td>Goglio</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/mega-embalagens-agora-e-goglio-s-p-a/">Mega Embalagens</a> (Salvador do Sul, Rio Grande do Sul)</td>
<td>Embalagens flexíveis, com foco em pet food</td>
<td>51 por cento do capital. Ou seja, as famílias Wallauer e Gräf mantiveram 49 por cento</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Fusões e aquisições em rótulos e etiquetas</h3>
<p>Em seguida, vêm os rótulos e as etiquetas, segmento que a All4Labels consolidou em menos de dois anos. Por isso, o grupo aparece em seis das sete linhas.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Data</th>
<th>Comprador</th>
<th>Empresa adquirida</th>
<th>Segmento</th>
<th>Participação e destaque</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Dez/2023</td>
<td>All4Labels</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/all4labels-group-anuncia-aquisicao-da-uniflexo-sim-mais-uma-aquisicao/">Uniflexo</a> (Unitec Tecnologia de Embalagens, Jandira, São Paulo)</td>
<td>Rótulos autoadesivos, sleeves e bulas</td>
<td>Termos não divulgados. Além disso, o acionista seguiu na gestão da empresa, que tem 135 empregados</td>
</tr>
<tr>
<td>Nov/2023</td>
<td>All4Labels</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/maxcor-se-une-ao-grupo-all4labels/">Maxcor</a> (Minas Gerais)</td>
<td>Rótulos para químicos e lubrificantes</td>
<td>Termos não divulgados. Assim, o grupo ampliou a capacidade em Minas Gerais e no Espírito Santo</td>
</tr>
<tr>
<td>Jun/2023</td>
<td>All4Labels</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/visionflex-agora-e-all4labels/">Visionflex</a> (São Paulo)</td>
<td>Rótulos autoadesivos para alimentos e aviação</td>
<td>100 por cento do capital. Inclusive, a venda teve assessoria da ProjetoPack</td>
</tr>
<tr>
<td>Jun/2023</td>
<td>All4Labels</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/all4labels-adquire-allbox-faberprint-e-involv-labels-no-centro-oeste/">Allbox, Faberprint e Involv Labels</a> (Anápolis, Goiás)</td>
<td>Rótulos, cartuchos e bulas para a área da saúde</td>
<td>100 por cento do capital. Assim, o grupo somou mais de 650 empregados em Anápolis</td>
</tr>
<tr>
<td>Fev/2023</td>
<td>All4Labels</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/labelpress-agora-e-all4labels/">LabelPress</a> (Manaus, Amazonas)</td>
<td>Rótulos para bens duráveis</td>
<td>100 por cento do capital. Assim, o grupo chegou à Zona Franca de Manaus</td>
</tr>
<tr>
<td>Nov/2022</td>
<td>Multi-Color Corporation (MCC)</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/multi-color-corporation-assina-acordo-para-aquisicao-das-operacoes-da-flexcoat-no-brasil/">Flexcoat Autoadesivos</a> (Louveira, São Paulo)</td>
<td>Rótulos e laminação</td>
<td>Compra concluída em 01/11/2022. Além disso, toda a equipe passou para a MCC</td>
</tr>
<tr>
<td>Fev/2022</td>
<td>All4Labels</td>
<td><a href="https://projetopack.com.br/voce-piscou-e-o-mercado-mudou-flexoprint-agora-e-all4labels/">Flexoprint</a> (Marialva, Paraná)</td>
<td>Rótulos e sleeves</td>
<td>100 por cento do capital. Além disso, as famílias Stange Warmeling e Schlickmann viraram sócias do grupo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Gráficas, cartuchos e componentes</h3>
<p>Por fim, as compras chegaram também a gráficas e a componentes plásticos. Ou seja, a consolidação não se limita às convertedoras de flexíveis.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Data</th>
<th>Comprador</th>
<th>Empresa adquirida</th>
<th>Segmento</th>
<th>Participação e destaque</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Ago/2026</td>
<td>ZegBox</td>
<td>Grafitusa (Serra, Espírito Santo)</td>
<td>Gráfica de revistas e livros, com impressão em papel cartão</td>
<td>Compra, por valor não divulgado. Além disso, a família Samorini deixou o negócio</td>
</tr>
<tr>
<td>Dez/2025</td>
<td>AptarGroup</td>
<td>Sommaplast (São Paulo)</td>
<td>Componentes plásticos para dosagem oral de medicamentos</td>
<td>100 por cento das quotas. Além disso, a empresa tem mais de 400 empregados</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Padrões das fusões e aquisições de embalagens no Brasil</h3>
<ul>
<li><strong>Grupos internacionais lideram.</strong> Afinal, compradores estrangeiros aparecem em 14 das 17 operações. Só ZegBox, Cacau Show e Videolar-Innova são brasileiras.</li>
<li><strong>A All4Labels fez a maior onda.</strong> Assim, o grupo comprou oito empresas brasileiras de rótulos em seis operações. Ou seja, foram 22 meses, de fevereiro de 2022 a dezembro de 2023.</li>
<li><strong>A Inapel trocou de dono duas vezes em 16 meses.</strong> Primeiro, a Sonoco a comprou em dezembro de 2023. Depois, em abril de 2025, a Toppan levou todo o negócio de flexíveis da Sonoco, inclusive as fábricas brasileiras.</li>
<li><strong>Filmes de BOPP concentraram duas compras.</strong> Primeiramente, a Videolar-Innova comprou a Polo Films. Logo depois, a Oben comprou a Vitopel.</li>
<li><strong>O vendedor muitas vezes fica.</strong> Na Mega Embalagens, por exemplo, as famílias mantiveram 49 por cento. Da mesma forma, os sócios da Celocorte ficaram com 10 por cento. Já na Uniflexo e na Inapel, os antigos donos seguiram na gestão.</li>
<li><strong>Donos de marca também compram.</strong> Assim, a Cacau Show comprou uma convertedora para garantir o fornecimento de embalagens.</li>
</ul>
<p>Aliás, a ProjetoPack cobriu essas operações quando elas aconteceram, como mostram os links da tabela. Em um dos casos, inclusive, participou do negócio. No <a href="https://projetopack.com.br/visionflex-agora-e-all4labels/">comunicado da Visionflex</a>, o sócio Sérgio Botteselli agradeceu à ProjetoPack. Ele citou a consultoria industrial e o processo de venda da empresa.</p>
<p>Fora do Brasil, porém, a maior operação recente foi a união entre Amcor e Berry Global. Conforme a <a href="https://www.amcor.com/media/news/amcor-completes-combination-with-berry-global" target="_blank" rel="noopener">Amcor</a>, a combinação foi concluída em 30 de abril de 2025, por troca de ações. Além disso, a empresa projeta cerca de US$ 650 milhões em sinergias antes de impostos até o ano fiscal de 2028.</p>
<h2>Por que as fusões e aquisições de embalagens acontecem?</h2>
<h3>Capacidade pronta chega mais rápido</h3>
<p>Comprar uma fábrica em operação encurta anos de construção, licenças e conquista de clientes. A Goglio, por exemplo, diz ter presença comercial no Brasil há cerca de 15 anos. No entanto, só passou a produzir aqui em 2023, com a Mega Embalagens. Depois que comprou a Cristal, em 2026, o grupo somou uma planta com 20,7 mil metros quadrados construídos. Segundo a Goglio, o Brasil pesa na estratégia porque é o maior produtor mundial de café verde.</p>
<h3>Escala em matérias-primas</h3>
<p>As duas compras em filmes de BOPP mostram consolidação horizontal, ou seja, entre concorrentes diretos. Na análise da Polo Films, por exemplo, o CADE apontou sobreposição nesse mercado. Ainda assim, aprovou a operação sem restrições, porque viu rivalidade relevante e espaço para importações.</p>
<h3>Segurança de fornecimento para o dono da marca</h3>
<p>Segundo a <a href="https://veja.abril.com.br/coluna/radar-economico/cacau-show-compra-empresa-de-embalagens-celocorte/" target="_blank" rel="noopener">VEJA</a>, a Cacau Show disse ao CADE que a compra garante a continuidade de um insumo estratégico e reduz o risco de falta de embalagens. Ao mesmo tempo, a Celocorte enfrentava dificuldades financeiras. Por isso, afirmou que o negócio permite recompor o capital de giro e voltar a investir.</p>
<h3>Gráficas comerciais migram para embalagens</h3>
<p>Enquanto revistas e livros perdem volume, as embalagens de papel cartão ganham espaço. Por isso, a compra da Grafitusa pela ZegBox chama atenção. Segundo <a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/industria-grafica-zegbox-compra-a-centenaria-grafitusa-0826" target="_blank" rel="noopener">A Gazeta</a>, a gráfica centenária tem força em revistas e livros. No entanto, também tem máquinas para imprimir em papel cartão. Assim, a ZegBox, que fabrica embalagens de papelão, quer somar as duas operações em uma só fábrica.</p>
<h3>Continuidade para empresas familiares</h3>
<p>Muitas convertedoras brasileiras nasceram como empresas de família. Por isso, uma venda parcial resolve duas questões de uma vez. Ou seja, traz capital e mantém os fundadores por perto durante a transição. Portanto, o planejamento da sucessão costuma andar junto com a decisão de vender.</p>
<h2>Quando a operação de M&amp;A precisa passar pelo CADE?</h2>
<p>A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12529.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei 12.529/2011</a> obriga as partes a notificar o CADE quando dois critérios de faturamento acontecem juntos. Atualmente, os valores vêm da <a href="https://cdn.cade.gov.br/Portal/centrais-de-conteudo/publicacoes/normas-e-legislacao/portarias/Portaria%20994.pdf" target="_blank" rel="noopener">Portaria Interministerial 994/2012</a>. Assim, a tabela resume as regras que mais pesam em fusões e aquisições de embalagens.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Regra</th>
<th>O que diz</th>
<th>Base legal</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Limite do grupo maior</td>
<td>Um dos grupos faturou pelo menos R$ 750 milhões no Brasil no ano anterior à operação</td>
<td>Lei 12.529/2011, art. 88, I, e Portaria 994/2012</td>
</tr>
<tr>
<td>Limite do outro grupo</td>
<td>Outro grupo faturou pelo menos R$ 75 milhões no Brasil no mesmo período</td>
<td>Lei 12.529/2011, art. 88, II, e Portaria 994/2012</td>
</tr>
<tr>
<td>Aprovação antes de fechar</td>
<td>A operação não pode ser consumada antes da decisão. A multa vai de R$ 60 mil a R$ 60 milhões</td>
<td>Art. 88, § 3º</td>
</tr>
<tr>
<td>Prazo máximo</td>
<td>Até 240 dias a partir do protocolo. A prorrogação chega a 60 dias, a pedido das partes, ou a 90 dias, por decisão do Tribunal</td>
<td>Art. 88, §§ 2º e 9º</td>
</tr>
<tr>
<td>Operações abaixo do limite</td>
<td>O CADE pode pedir a análise em até um ano depois da consumação</td>
<td>Art. 88, § 7º</td>
</tr>
<tr>
<td>Associações e joint ventures</td>
<td>Contratos associativos, consórcios e joint ventures também contam como concentração</td>
<td>Art. 90, IV</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na prática, o cálculo considera o faturamento dos grupos econômicos envolvidos, e não só o da empresa vendida. Por isso, vale checar os números com um advogado da área concorrencial antes de assinar. Afinal, operações recentes do setor passaram por esse filtro. Por exemplo, a <a href="http://landing.obengroup.com/pt/cade-aprova-aquisicao-da-vitopel-do-brasil-ltda-pela-oben-group/" target="_blank" rel="noopener">Oben informou</a> que a Superintendência-Geral do CADE aprovou a compra da Vitopel em 12 de junho de 2025. Depois, o fechamento saiu em agosto.</p>
<h2>O que as fusões e aquisições de embalagens mudam para gráficas e convertedoras?</h2>
<h3>Para quem pensa em vender</h3>
<p>O comprador paga por resultado comprovado. Por isso, vale começar a preparação dois ou três anos antes. Em primeiro lugar, organize demonstrativos financeiros confiáveis e separe despesas pessoais das da empresa. Em seguida, reduza a dependência de poucos clientes e formalize contratos. Por fim, regularize licenças ambientais e passivos trabalhistas e tributários.</p>
<p>Em seguida, entenda quanto a empresa vale. Geralmente, os métodos mais usados são o fluxo de caixa descontado e os múltiplos de EBITDA. A sigla significa lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Nesse sentido, a ProjetoPack faz a <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/avaliacao-economica-para-graficas-e-convertedoras/">avaliação econômica de gráficas e convertedoras</a> e também ajuda a <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/maximize-o-valor-da-sua-empresa-para-uma-venda-futura/">preparar a empresa para uma venda futura</a>.</p>
<h3>Para quem pensa em comprar</h3>
<p>A diligência prévia (<em>due diligence</em>) evita surpresas, porque cobre as áreas financeira, fiscal, trabalhista e ambiental. Em embalagens, inclusive, ela precisa olhar o estado das máquinas, a qualidade e a carteira de clientes. Além disso, confira cedo se a operação atinge os limites do CADE, porque isso muda o cronograma. Saiba mais sobre a <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/due-diligence-preliminar-para-graficas-e-convertedoras/">due diligence preliminar para gráficas e convertedoras</a>.</p>
<h3>Para quem é cliente, fornecedor ou concorrente</h3>
<p>A consolidação muda o poder de negociação. Afinal, quando dois fornecedores viram um só, o cliente perde uma alternativa. Da mesma forma, quando um dono de marca compra uma convertedora, os outros clientes dessa convertedora tendem a rever o risco de depender dela. Por isso, mapeie seus fornecedores críticos e tenha sempre uma segunda opção qualificada.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre fusões e aquisições em embalagens</h2>
<h3>Toda fusão ou aquisição de embalagens precisa passar pelo CADE?</h3>
<p>Não. A notificação só é obrigatória quando um grupo envolvido faturou pelo menos R$ 750 milhões no Brasil no ano anterior. Além disso, outro grupo precisa ter faturado pelo menos R$ 75 milhões. No entanto, mesmo abaixo desses valores, o CADE pode pedir a análise em até um ano depois do fechamento.</p>
<h3>Quais foram as principais fusões e aquisições de embalagens no Brasil?</h3>
<p>Entre 2022 e 2023, a All4Labels comprou oito empresas de rótulos, como Flexoprint, Visionflex e Uniflexo. Já a Goglio comprou a Mega Embalagens, em 2023, e a Cristal Embalagens, em 2026. Enquanto isso, a Oben comprou a Vitopel e a Terphane, e a Videolar-Innova comprou a Polo Films. Além disso, a Toppan assumiu a Graffo e a Inapel ao comprar o negócio de flexíveis da Sonoco. Por fim, em 2026, a Cacau Show ficou com 90% da Celocorte, e a ZegBox comprou a Grafitusa.</p>
<h3>Por que grupos estrangeiros compram convertedoras brasileiras?</h3>
<p>Principalmente porque comprar uma fábrica em operação leva menos tempo do que construir uma. Assim, o comprador ganha capacidade, equipe treinada, clientes e presença regional de uma só vez. No caso da Goglio, inclusive, o grupo citou o peso do Brasil na cadeia mundial do café.</p>
<h3>Quanto tempo o CADE leva para analisar uma operação?</h3>
<p>A lei fixa um prazo máximo de 240 dias a partir do protocolo, com prorrogações limitadas. Por exemplo, a compra da Polo Films, assinada em outubro de 2024, teve a aprovação divulgada pela Innova em maio de 2025.</p>
<h3>Como preparar uma gráfica ou convertedora para venda?</h3>
<p>Comece dois ou três anos antes. Em primeiro lugar, organize demonstrativos financeiros, reduza a concentração de clientes, formalize contratos e regularize passivos. Em seguida, faça uma avaliação independente do valor. Assim, você negocia com números, e não apenas com expectativa.</p>
<h2>Como a ProjetoPack acompanha as fusões e aquisições de embalagens</h2>
<p>A ProjetoPack publica notícias de fusões e aquisições do setor desde 2015 e segue atualizando este levantamento. Além disso, nossa equipe de <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/">fusões e aquisições</a> atende gráficas e convertedoras em avaliação, diligência e intermediação, como fez na venda da Visionflex. Portanto, se você está pensando em vender, comprar ou se associar a outra empresa, <a href="https://projetopack.com.br/contato/">fale com a gente</a>. Afinal, uma conversa inicial ajuda a entender valor, prazos e riscos antes de qualquer decisão.</p>
<h3>Fontes consultadas</h3>
<ul>
<li>KPMG Brasil. <a href="https://kpmg.com/br/pt/insights/2026/03/pesquisa-fusoes-aquisicoes-2025-4-trimestre.html" target="_blank" rel="noopener">Pesquisa de Fusões e Aquisições 2025 – 4º trimestre</a>.</li>
<li>Planalto. <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12529.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011</a>.</li>
<li>CADE. <a href="https://cdn.cade.gov.br/Portal/centrais-de-conteudo/publicacoes/normas-e-legislacao/portarias/Portaria%20994.pdf" target="_blank" rel="noopener">Portaria Interministerial nº 994, de 30 de maio de 2012</a>.</li>
<li>Comunicaffè. <a href="https://www.comunicaffe.it/goglio-acquisizione-cristal-embalagens-packaging-flessibile-brasile/" target="_blank" rel="noopener">Goglio acquisisce Cristal Embalagens</a> (comunicado da Goglio, 21/07/2026).</li>
<li>Goglio. <a href="https://adhoccommunication.it/wp-content/uploads/2023/07/CS_Goglio-cresce-e-si-espande-in-America-Latina.pdf" target="_blank" rel="noopener">Goglio cresce e si espande in America Latina</a> (13/07/2023).</li>
<li>Innova. <a href="https://www.innova.com.br/innova-anuncia-aquisicao-da-polo-films/" target="_blank" rel="noopener">Innova anuncia aquisição da Polo Films</a> e <a href="https://www.innova.com.br/cade-aprova-compra-da-polo-films-pela-videolar-innova/" target="_blank" rel="noopener">CADE aprova compra da Polo Films</a>.</li>
<li>Oben Group. <a href="http://landing.obengroup.com/pt/cade-aprova-aquisicao-da-vitopel-do-brasil-ltda-pela-oben-group/" target="_blank" rel="noopener">CADE aprova aquisição da Vitopel</a>, <a href="https://www.obengroup.com/pt/oben-group-completa-aquisicao-da-vitopel-do-brasil-expandindo-a-oferta-de-filmes-bopp-de-alta-qualidade/" target="_blank" rel="noopener">Aquisição da Vitopel do Brasil</a> e <a href="https://www.obengroup.com/oben-group-completes-acquisition-of-terphane-expanding-global-leadership-in-high-performance-polyester-films/" target="_blank" rel="noopener">aquisição da Terphane</a>.</li>
<li>Tredegar, via SEC (a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos). <a href="https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/850429/000119312524252051/d800587dex991.htm" target="_blank" rel="noopener">Tredegar Completes Sale of Terphane to Oben Group</a> (01/11/2024).</li>
<li>Aptar. <a href="https://www.aptar.com/en-us/news-events/aptar-acquires-sommaplast-a-specialized-provider-of-oral-dosing-pharma-packaging-solutions" target="_blank" rel="noopener">Aptar Acquires Sommaplast</a> (01/12/2025).</li>
<li>LexLegal. <a href="https://lexlegal.com.br/machado-meyer-e-veirano-atuam-na-compra-da-sommaplast-pela-aptar/" target="_blank" rel="noopener">Machado Meyer e Veirano atuam na compra da Sommaplast pela Aptar</a>.</li>
<li>VEJA. <a href="https://veja.abril.com.br/coluna/radar-economico/cacau-show-compra-empresa-de-embalagens-celocorte/" target="_blank" rel="noopener">Cacau Show compra empresa de embalagens Celocorte</a> (25/02/2026).</li>
<li>All4Labels. Comunicados sobre <a href="https://all4labels.com/flexoprint-joins-all4labels-group/" target="_blank" rel="noopener">Flexoprint</a>, <a href="https://all4labels.com/labelpress-joins-the-all4labels-group/" target="_blank" rel="noopener">LabelPress</a>, <a href="https://all4labels.com/visionflex-joins-the-all4labels-group/" target="_blank" rel="noopener">Visionflex</a>, <a href="https://all4labels.com/faberprint-allbox-and-involv-labels-join-the-all4labels-group/" target="_blank" rel="noopener">Faberprint, Allbox e Involv</a>, <a href="https://all4labels.com/maxcor-joins-the-all4labels-group/" target="_blank" rel="noopener">Maxcor</a> e <a href="https://all4labels.com/uniflexo-joins-the-all4labels-group/" target="_blank" rel="noopener">Uniflexo</a>.</li>
<li>Sonoco. <a href="https://www.globenewswire.com/news-release/2023/12/01/2789522/26553/pt/A-Sonoco-adquire-a-Inapel-Embalagens-Ltda.html" target="_blank" rel="noopener">A Sonoco adquire a Inapel Embalagens Ltda.</a> (01/12/2023) e <a href="https://investor.sonoco.com/news/news-details/2024/Sonoco-Completes-Strategic-Review-Announces-Agreement-to-SellThermoformed-and-Flexibles-Packaging-TFP-Business-to-TOPPAN-Holdings-Inc/default.aspx" target="_blank" rel="noopener">acordo de venda do negócio de flexíveis e termoformados para a Toppan</a> (18/12/2024).</li>
<li>Toppan. <a href="https://www.holdings.toppan.com/en/news/2025/04/newsrelease250401_2.html" target="_blank" rel="noopener">conclusão da compra do negócio de flexíveis e termoformados da Sonoco</a> (01/04/2025) e <a href="https://packaging.toppan.com/locations/" target="_blank" rel="noopener">lista de fábricas</a>, com Pinhais, Guarulhos e Jundiaí.</li>
<li>Multi-Color Corporation. <a href="https://www.mcclabel.com/en/news/multi-color-corporation-completes-purchase-of-flexcoat-autoadesivos" target="_blank" rel="noopener">Multi-Color Corporation Completes Purchase of Flexcoat Autoadesivos</a> (01/11/2022).</li>
<li>A Gazeta. <a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/industria-grafica-zegbox-compra-a-centenaria-grafitusa-0826" target="_blank" rel="noopener">Indústria gráfica: ZegBox compra a centenária Grafitusa</a> (03/08/2026).</li>
<li>Receita Federal. Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) 07.820.488/0001-42 (Unitec Tecnologia de Embalagens, Jandira), com a All4Labels Gráfica do Brasil como sócia desde 23/04/2024. Consulta em 07/10/2026.</li>
<li>Amcor. <a href="https://www.amcor.com/media/news/amcor-completes-combination-with-berry-global" target="_blank" rel="noopener">Amcor completes combination with Berry Global</a> (30/04/2025).</li>
</ul>
<p><em>Atualizado em 12/10/2026. Próxima atualização prevista para novembro de 2026.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ERP organiza o negócio, mas quem organiza o chão de fábrica? A IA no PCP de gráficas e convertedoras</title>
		<link>https://projetopack.com.br/erp-organiza-o-negocio-mas-quem-organiza-o-chao-de-fabrica-a-ia-no-pcp-de-graficas-e-convertedoras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:49:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://projetopack.com.br/?p=64481</guid>

					<description><![CDATA[Como o NeuraSim usa inteligência artificial para sequenciar setups e simular cenários no PCP de gráficas e convertedoras, em sinergia com o ERP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os ERPs (sistemas integrados de gestão empresarial) são o coração financeiro e administrativo de qualquer gráfica ou convertedora de embalagens, rótulos e impressos em geral. Afinal, são indispensáveis para gerir faturamento, suprimentos e a saúde da empresa. Mas, quando o planejamento desce para as impressoras, a complexidade muda de figura. Por isso, o PCP com IA (planejamento e controle da produção com inteligência artificial) entra em cena.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O quebra-cabeça físico do setup</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sequenciar setups em flexografia, rotogravura ou offset não é apenas uma questão de alinhar datas de entrega. De fato, é um quebra-cabeça físico de engenharia. Ele envolve lavagens de tinteiros, trocas de camisas anilox, ajustes de formulações e a ordem exata das cores. Tudo isso para que o resultado fique compatível com a exigência e os padrões dos clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, reduzir o tempo de troca exige método, como no <a href="https://projetopack.com.br/servicos/operacoes/smed-setup-de-formula-1-na-sua-impressao/">programa SMED para setups de impressão</a>, mas também uma sequência inteligente das ordens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi para atuar em sinergia com o ERP que desenvolvemos o NeuraSim. Ele é o simulador e otimizador de PCP do ecossistema Neuraflow Predictive Media. Além disso, conta com o apoio da <a href="https://projetopack.com.br/servicos/operacoes/">experiência em engenharia de produção da ProjetoPack &amp; Associados</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PCP com IA: uma camada sobre o sistema de gestão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O NeuraSim funciona, portanto, como uma camada complementar de IA preditiva. Ele consome os dados do sistema de gestão e os transforma em um sequenciamento de máximo desempenho. Dessa forma, otimiza o PCP da extrusão, impressão, revisão e acabamento de rótulos, etiquetas e embalagens.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Inteligência multiagente no setup.</strong> O ERP define o que a fábrica precisa produzir. A IA do NeuraSim, por outro lado, define matematicamente como produzir no menor tempo. Os algoritmos agrupam ordens por similaridade técnica e, assim, reduzem o atrito e as horas de máquina parada.</li>



<li><strong>Gêmeo digital e cenários &#8220;e se&#8221;.</strong> Entrou um pedido urgente de um cliente estratégico? Então o NeuraSim simula a inserção dessa urgência em segundos e recalcula toda a malha produtiva. Dessa forma, você enxerga o impacto exato nos prazos e no OEE (eficiência global dos equipamentos) da fábrica antes de aprovar a mudança.</li>



<li><strong>Do estático para o dinâmico.</strong> Assim, o PCP com IA deixa de lidar com uma fila rígida. Pelo contrário, passa a operar um modelo que se ajusta sozinho às variáveis, aos gargalos e aos imprevistos reais da planta.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Complementar, não substituir</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a inovação não está em substituir a tecnologia que já organiza a empresa. O ponto, portanto, é dar ao time de planejamento um motor de IA capaz de entender a fundo a sua engenharia. Aliás, como comentei <a href="https://projetopack.com.br/feiras-do-setor-grafico-precisam-provar-resultados-e-corredor-cheio-ou-vazio-nao-e-prova/">ao analisar a LOUPE Americas</a>, a competição depende cada vez mais de quão bem o sistema de produção inteiro funciona em conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mostrar o PCP com IA na prática, gravei um vídeo com a interface, os algoritmos e a lógica do NeuraSim: <a href="https://lnkd.in/d-eAwbVf">assista à demonstração completa</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, fica a pergunta para quem comanda uma operação gráfica ou convertedora. Como a sua fábrica conecta hoje as ordens do sistema com as restrições físicas das máquinas?</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aislan Baer é CEO da ProjetoPack &amp; Associados, consultoria de M&amp;A (fusões e aquisições), turnaround e inteligência estratégica para a indústria de embalagens, rótulos e impressão na América Latina, e editor da ProjetoPack em Revista. Este artigo foi publicado originalmente no <a href="https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7512971746095050752/">LinkedIn</a> em 5 de outubro de 2026.</em></p>

]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Papel contra plástico: quem financia o debate também disputa as regras do jogo</title>
		<link>https://projetopack.com.br/papel-contra-plastico-quem-financia-o-debate-tambem-disputa-as-regras-do-jogo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:49:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://projetopack.com.br/?p=64483</guid>

					<description><![CDATA[Os gastos com lobby nos EUA e o consórcio PaperFlex mostram por que o debate entre papel e plástico exige o mesmo rigor para os dois lados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Na disputa papel contra plástico, um aspecto pouco discutido é o investimento para influenciar as regras da competição. Decisões sobre reciclabilidade, restrições, incentivos e responsabilidade estendida do produtor podem acelerar uma cadeia de valor e, ao mesmo tempo, impor custos a outra. No Brasil, por exemplo, o <a href="https://projetopack.com.br/infopack-decreto-12688-conteudo-reciclado-metas/">Decreto 12.688/2025 fixou metas de conteúdo reciclado em embalagens plásticas</a>. Por isso, as duas cadeias investem em advocacy, ou seja, no trabalho de defesa de interesses junto a quem decide as regras.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Papel contra plástico: quanto cada lado declarou nos Estados Unidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Veja os gastos com lobby declarados nos Estados Unidos no segundo trimestre de 2026:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>American Forest &amp; Paper Association: US$ 710 mil;</li>



<li>PLASTICS (Plastics Industry Association): US$ 150 mil;</li>



<li>American Chemistry Council, que representa a indústria química, incluindo a de plásticos: US$ 2,57 milhões.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A fonte são os registros federais americanos da Lobbying Disclosure Act (lei de transparência do lobby) referentes ao segundo trimestre de 2026. Os valores aparecem no formulário LD-2, linha 13, que traz os gastos declarados com lobby.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esses números cobrem organizações específicas e vários temas de políticas públicas. Portanto, não são totais da indústria nem gastos exclusivos com a disputa papel contra plástico. Ainda assim, mostram que a influência institucional faz parte da estratégia industrial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O consórcio PaperFlex</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse cenário, portanto, que o PaperFlex merece atenção. A Ellen MacArthur Foundation convocou o consórcio, e a (RE)SET o opera. Ele reúne seis grandes empresas de bens de consumo para desenvolver embalagens flexíveis à base de papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Várias conexões são públicas. Por exemplo, a fundação documenta uma parceria estratégica com a DS Smith. Além disso, lista parcerias corporativas entre suas fontes de financiamento. A (RE)SET também conduz o Pulp in Action, que busca substituir plásticos por fibras de celulose em embalagens de cosméticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas relações não provam que a DS Smith financia o PaperFlex, que houve tratamento preferencial ou que o consórcio faz lobby regulatório. Mas justificam examinar como interesses comerciais, pesquisa e influência institucional se cruzam no debate papel contra plástico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As perguntas que precisam de resposta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, quem financia cada iniciativa? Em seguida, quem escolhe as alternativas a comparar? Além disso, como cada organização administra os possíveis conflitos de interesse? Por fim, os responsáveis também vão publicar resultados desfavoráveis ao papel?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliás, a própria fundação reconhece que as soluções pretendidas ainda não atingem o desempenho, a escala e o custo necessários. Ao mesmo tempo, apresenta o papel como um componente de uma estratégia mais ampla. Essa ressalva, portanto, merece tanta visibilidade quanto o anúncio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O mesmo rigor para os dois lados</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No debate papel contra plástico, o mesmo escrutínio deve valer para os dois lados. Afinal, interesses comerciais não anulam benefícios ambientais. Da mesma forma, uma narrativa ambiental não dispensa o exame de quem a financia, de suas premissas e de quem se beneficia dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a melhor embalagem precisa demonstrar seus méritos no contexto real de uso e de descarte. Ou seja, a capacidade de influenciar o debate não substitui essa evidência. Aliás, defendo o mesmo padrão de evidência para <a href="https://projetopack.com.br/feiras-do-setor-grafico-precisam-provar-resultados-e-corredor-cheio-ou-vazio-nao-e-prova/">avaliar o retorno das feiras do setor gráfico</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aislan Baer é CEO da ProjetoPack &amp; Associados, consultoria de M&amp;A (fusões e aquisições), turnaround e inteligência estratégica para a indústria de embalagens, rótulos e impressão na América Latina, e editor da ProjetoPack em Revista. Este artigo foi publicado originalmente em inglês no <a href="https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7508977421275275265/">LinkedIn</a> em 24 de setembro de 2026.</em></p>

]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Confisco da Aptar na Rússia: a geopolítica agora senta no conselho das empresas de embalagens</title>
		<link>https://projetopack.com.br/confisco-da-aptar-na-russia-a-geopolitica-agora-senta-no-conselho-das-empresas-de-embalagens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:48:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://projetopack.com.br/?p=64475</guid>

					<description><![CDATA[O confisco da Aptar Vladimir pelo governo russo mostra por que valuation e M&#038;A em embalagens precisam incluir due diligence geopolítica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O governo russo assumiu o controle da Aptar Vladimir, subsidiária local da norte-americana Aptar Group. O grupo tem ações listadas na Bolsa de Nova York (NYSE) sob o código ATR. Em operação desde 2003, a fábrica de tampas e dosadores plásticos faturou 1,75 bilhão de rublos no último ano. Assim, com o confisco da Aptar, a unidade se tornou o alvo mais recente da onda de confiscos de Moscou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Confisco da Aptar: para onde vai o ativo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O que chama a atenção é o destino de um ativo milionário cuja estrutura acionária era 100% ocidental. A gestão passou para a russa H&amp;N, a mesma que absorveu a Danone no país. Dessa forma, a operação fica sob o comando de Yakub Zakriev, sobrinho do influente líder checheno Ramzan Kadyrov. Ou seja, é um claro loteamento dos espólios ocidentais entre os aliados mais leais ao Kremlin.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A armadilha financeira</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o confisco da Aptar acende um alerta vermelho para o mercado de embalagens e para os convertedores. Afinal, o que aconteceu com a Aptar é o mesmo que já atingiu grupos como CANPACK e Silgan Holdings: a chamada armadilha financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Amcor e a Tetra Pak, por exemplo, desinvestiram rapidamente, logo no início do conflito. Por outro lado, as empresas que não seguiram esse caminho ficaram impedidas de repatriar lucros. Além disso, agora perdem o controle de suas operações da noite para o dia. Enquanto isso, grupos como Greif e Crown Holdings, que mantêm instalações ativas na região, ainda estão no radar de risco máximo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Três lições para o setor</h2>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Risco soberano e valuation.</strong> Canetadas políticas podem pulverizar o valor e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de uma operação altamente lucrativa. Por isso, avaliações e operações de M&amp;A (fusões e aquisições) em jurisdições autocráticas exigem prêmios de risco altíssimos. Além disso, exigem uma <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/due-diligence-preliminar-para-graficas-e-convertedoras/">due diligence (auditoria prévia à transação)</a> geopolítica impecável.</li>



<li><strong>Dinâmica de propriedade.</strong> A matriz americana perdeu instantaneamente qualquer poder de gestão, o acesso às instalações e o controle da cadeia de suprimentos.</li>



<li><strong>Transferência de tecnologia.</strong> A apropriação forçada de capacidade produtiva altera o xadrez do fornecimento global. Ao mesmo tempo, fortalece conglomerados estatais alinhados a líderes políticos.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading">A geopolítica no conselho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento estratégico das indústrias e a <a href="https://projetopack.com.br/servicos/fusoes-aquisicoes-ma/">estruturação de fusões e aquisições</a> precisam, portanto, ir além da análise de margem e de sinergias. Afinal, a geopolítica agora senta na cadeira do conselho e dita as regras do jogo. Aliás, não é a única força nessa mesa: <a href="https://projetopack.com.br/papel-contra-plastico-quem-financia-o-debate-tambem-disputa-as-regras-do-jogo/">o lobby no debate entre papel e plástico</a> também disputa essas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois do confisco da Aptar, fica a pergunta para quem decide investimentos no setor. Como esses movimentos estão entrando na avaliação das cadeias de suprimentos globais e nas próximas teses de investimento?</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aislan Baer é CEO da ProjetoPack &amp; Associados, consultoria de M&amp;A, turnaround e inteligência estratégica para a indústria de embalagens, rótulos e impressão na América Latina, e editor da ProjetoPack em Revista. Este artigo foi publicado originalmente no <a href="https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7508526588813135873/">LinkedIn</a> em 23 de setembro de 2026.</em></p>

]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Feiras do setor gráfico precisam provar resultados, e corredor cheio ou vazio não é prova</title>
		<link>https://projetopack.com.br/feiras-do-setor-grafico-precisam-provar-resultados-e-corredor-cheio-ou-vazio-nao-e-prova/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://projetopack.com.br/?p=64485</guid>

					<description><![CDATA[A polêmica sobre a LOUPE Americas mostra por que feiras e congressos de impressão e embalagens precisam de métricas claras de resultado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma feira industrial precisa justificar dois investimentos: o dinheiro do expositor e o tempo do visitante. Por isso, os resultados de feiras precisam de prova.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Morten B. Reitoft publicou na INKISH o artigo &#8220;The Elephant in the Room &#8211; Loupe&#8221;. Nele, levanta um questionamento necessário sobre público, custos de participação e retorno comercial da LOUPE Americas. Concordo com a cobrança por prestação de contas. No entanto, estou menos convencido do veredito generalizado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a LOUPE Americas trouxe</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A feira teve novidades relevantes. Por exemplo, a Durst Group anunciou a aquisição da MPS Printing. Além disso, a CERM apresentou a abordagem nativa em nuvem do seu software de gestão, o O2. Por fim, houve demonstrações de produção integrada e avanços em inspeção e cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juntas, essas novidades reforçam uma mudança estratégica: a competição depende cada vez mais de quão bem o sistema de produção inteiro funciona em conjunto. Aliás, é a mesma lógica por trás do <a href="https://projetopack.com.br/erp-organiza-o-negocio-mas-quem-organiza-o-chao-de-fabrica-a-ia-no-pcp-de-graficas-e-convertedoras/">planejamento da produção com IA em gráficas e convertedoras</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Nem fracasso, nem sucesso sem evidência</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a presença dessas novidades não prova que expor foi lucrativo. Da mesma forma, corredores vazios, por si só, não provam que o evento fracassou. Por isso, a avaliação dos resultados de feiras precisa separar relevância tecnológica, valor para o visitante e retorno para o expositor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conquistar clientes importa, mas também importam a expansão de contas, a validação de aplicações e o avanço nas decisões de investimento. Além disso, cada um desses pontos exige objetivos mensuráveis e uma atribuição confiável. Por exemplo, um negócio praticamente fechado antes da feira não deveria contar inteiramente como resultado dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interpretação também exige cuidado. Afinal, a HP havia anunciado demonstrações virtuais da V12 antes do evento. Portanto, só a ausência física da empresa não basta como prova de um recuo estratégico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O mesmo padrão para as feiras brasileiras</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos aplicar os mesmos critérios às feiras que atendem a indústria brasileira de impressão, rótulos e embalagens. Aliás, já discutimos aqui se a <a href="https://projetopack.com.br/expoprint-2022-valeu-a-pena/">ExpoPrint 2022 valeu a pena</a>. Então, o próximo passo é ter evidências mais sólidas sobre os resultados de feiras. Quantos compradores tinham projetos ativos? Quais incertezas técnicas encontraram resposta? Quantas oportunidades avançaram depois?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os organizadores deveriam oferecer uma metodologia transparente de contagem de público e pesquisas de acompanhamento representativas. Por outro lado, os expositores deveriam definir objetivos e acompanhar os resultados ao longo de todo o ciclo de vendas. Em suma, tanto as declarações de fracasso quanto as de sucesso merecem o mesmo padrão de evidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem quer levar esse acompanhamento para a rotina comercial, o e-book gratuito <a href="https://conteudos.projetopack.com.br/100-dicas-para-industria-grafica-e-convertedora">100 dicas práticas de vendas e marketing</a> reúne ideias aplicáveis à indústria gráfica e convertedora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma norma para medir resultados de feiras</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Poderíamos desenvolver um modelo global para medir os resultados dos eventos? Ele poderia seguir o estilo de uma norma ISO (Organização Internacional de Normalização) e servir para avaliar feiras e congressos. Por exemplo, poderia cobrir público único verificado, relevância da audiência, aprendizado, oportunidades qualificadas e resultados posteriores. Assim, definições comuns permitiriam comparar eventos, com indicadores adaptados ao propósito de cada um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, eu gostaria de aplicar esse mesmo escrutínio ao nosso <a href="https://projetopack.com.br/agenda/pack-to-the-future-2026/">congresso Pack to the Future</a>, em 17 de novembro. Que metodologias existentes poderiam servir de ponto de partida? E quem ajudaria a construir um modelo em que organizadores, expositores, patrocinadores e participantes pudessem confiar?</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aislan Baer é CEO da ProjetoPack &amp; Associados, consultoria de M&amp;A (fusões e aquisições), turnaround e inteligência estratégica para a indústria de embalagens, rótulos e impressão na América Latina, e editor da ProjetoPack em Revista. Este artigo foi publicado originalmente em inglês no <a href="https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7508345601257029633/">LinkedIn</a> em 22 de setembro de 2026.</em></p>

]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Meta de 22% de conteúdo reciclado em embalagens: o que muda com o Decreto 12.688/2025</title>
		<link>https://projetopack.com.br/infopack-decreto-12688-conteudo-reciclado-metas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 16:21:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infopack]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://projetopack.com.br/?p=64415</guid>

					<description><![CDATA[O Decreto nº 12.688/2025 cria o sistema de logística reversa de embalagens de plástico no Brasil e fixa uma meta nacional de conteúdo reciclado em embalagens plásticas: 22% em 2026, subindo de forma gradual até 40% em 2040. A obrigação de conteúdo reciclado embalagens vale para fabricantes e importadores a partir de janeiro de 2026 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Decreto nº 12.688/2025 cria o sistema de logística reversa de embalagens de plástico no Brasil e fixa uma meta nacional de conteúdo reciclado em embalagens plásticas: 22% em 2026, subindo de forma gradual até 40% em 2040.</strong> A obrigação de conteúdo reciclado embalagens vale para fabricantes e importadores a partir de janeiro de 2026 (empresas de grande porte) e julho de 2026 (pequenas e médias empresas, PME). Embalagens com regulamentação específica, inclusive as de alimentos, ficam fora das metas.</p>
<h2>O que é o Decreto 12.688/2025?</h2>
<p>Primeiramente, publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 21 de outubro de 2025, o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12688.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 12.688/2025</a> regulamenta a Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Além disso, o texto estrutura a logística reversa de embalagens plásticas e define dois tipos de obrigação: metas de recuperação das embalagens colocadas no mercado e metas de incorporação de material reciclado na fabricação de novas embalagens.</p>
<p>Em outras palavras, o decreto transforma o conteúdo reciclado embalagens em indicador regulatório mensurável. Além disso, ele estimula o uso de PCR (Post-Consumer Recycled, ou material reciclado pós-consumo), ou seja, resina obtida de embalagens que já foram usadas e descartadas pelo consumidor.</p>
<h2>Qual é a meta de conteúdo reciclado em embalagens?</h2>
<p>O Anexo II do decreto estabelece o índice mínimo nacional de conteúdo reciclado em embalagens plásticas. Em resumo, o ponto de partida é 22% em 2026, com aumentos anuais até 30% em 2030 e trajetória crescente até 40% em 2040. Portanto, o percentual é calculado sobre a massa de embalagens plásticas que cada empresa obrigada coloca no mercado.</p>
<h2>Cronograma: de 22% a 40%</h2>
<p>A tabela abaixo resume a evolução anual do conteúdo reciclado embalagens exigido pelo decreto.</p>
<div style="overflow-x:auto;-webkit-overflow-scrolling:touch;max-width:100%;margin:1em 0;padding-right:72px;box-sizing:border-box;">
<table style="width:100%;border-collapse:collapse;font-size:15px;">
<thead>
<tr>
<th style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;background:#1B4F72;color:#fff;text-align:left;">Ano</th>
<th style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;background:#1B4F72;color:#fff;text-align:left;">Meta mínima de conteúdo reciclado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2026</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">22% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2027</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">24% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2028</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">26% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2029</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">28% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2030</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">30% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2031</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">31% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2032</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">32% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2033</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">33% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2034</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">34% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2035</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">35% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2036</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">36% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2037</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">37% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2038</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">38% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2039</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">39% </td>
</tr>
<tr>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">2040</td>
<td style="padding:8px 10px;border:1px solid #ccc;">40% </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="font-size:13px;color:#666;margin-top:0;"><em>Deslize a tabela para o lado no celular.</em></p>
<p><em>Nota: valores conforme o Anexo II do <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12688.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 12.688/2025</a>.</em></p>
<p><img decoding="async" width="1670" height="946" class="aligncenter size-full wp-image-64425" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/grafico_metas_conteudo_reciclado.png" alt="Gráfico das metas de conteúdo reciclado embalagens plásticas de 22% em 2026 a 40% em 2040 pelo Decreto 12.688/2025" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/grafico_metas_conteudo_reciclado.png 1670w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/grafico_metas_conteudo_reciclado-300x170.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/grafico_metas_conteudo_reciclado-1024x580.png 1024w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/grafico_metas_conteudo_reciclado-768x435.png 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/grafico_metas_conteudo_reciclado-1536x870.png 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/10/grafico_metas_conteudo_reciclado-18x10.png 18w" sizes="(max-width: 1670px) 100vw, 1670px" /></p>
<h2>Quem precisa cumprir e quem fica de fora?</h2>
<p>As metas de conteúdo reciclado embalagens se aplicam a fabricantes e importadores que colocam embalagens plásticas ou produtos embalados em plástico no mercado brasileiro. Além disso, os prazos são escalonados:</p>
<ul>
<li><strong>Janeiro de 2026:</strong> empresas de grande porte.</li>
<li><strong>Julho de 2026:</strong> pequenas e médias empresas (PME).</li>
</ul>
<p>Por outro lado, ficam de fora das metas de conteúdo reciclado as embalagens que já possuem regulamentação específica, inclusive as embalagens de alimentos, cujo contato com o produto depende de regras sanitárias próprias. No entanto, isso não elimina a obrigação de logística reversa dessas embalagens, mas retira esses itens do cálculo do índice de reciclado.</p>
<h2>O que muda na prática para convertedoras e marcas?</h2>
<p>Na leitura da ProjetoPack, portanto, o decreto marca uma virada para a cadeia de embalagens. Com a regra de conteúdo reciclado embalagens, três frentes ganham peso imediato:</p>
<ul>
<li><strong>Suprimento de PCR:</strong> a demanda por resina pós-consumo de qualidade tende a crescer mais rápido que a oferta. Assim, marcas que fecharem contratos e qualificarem fornecedores cedo terão mais segurança de volume e preço.</li>
<li><strong>Rastreabilidade:</strong> a comprovação do percentual deve ocorrer preferencialmente por uma plataforma de rastreabilidade definida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Dessa forma, convertedoras precisarão registrar origem, laudos e proporção de reciclado por lote.</li>
<li><strong>Orçamento e design:</strong> o PCR pode alterar custo, cor, odor e desempenho mecânico. Por consequência, revisar especificações, espessuras e processos de impressão e selagem passa a ser item de planejamento anual, não um projeto pontual.</li>
</ul>
<p>Por outro lado, para as convertedoras, o tema é também uma oportunidade comercial: quem domina a processabilidade do reciclado e entrega dados confiáveis vira parceiro estratégico das marcas. Por isso, esse movimento exige equipes preparadas no <a href="https://projetopack.com.br/o-trabalhador-que-opera-as-suas-maquinas-o-que-os-dados-dizem-sobre-o-chao-de-fabrica-brasileiro/">chão de fábrica brasileiro</a>, onde ajustes de máquina definem se o material reciclado roda com eficiência.</p>
<h2>Checklist rápido de conteúdo reciclado em embalagens</h2>
<ul>
<li>Primeiro, mapear o volume (em massa) de embalagens plásticas colocadas no mercado por ano.</li>
<li>Verificar se algum item se enquadra na exclusão por regulamentação específica, como alimentos.</li>
<li>Em seguida, calcular o índice atual de conteúdo reciclado de cada linha.</li>
<li>Qualificar fornecedores de PCR com laudos e certificações.</li>
<li>Testar desempenho, impressão e selagem com material reciclado.</li>
<li>Identificar os polímeros de cada estrutura em uso. A nossa <a href="https://conteudos.projetopack.com.br/tabela-de-identificacao-dos-plasticos">Tabela de Identificação dos Plásticos</a> ajuda as equipes de P&amp;D (pesquisa e desenvolvimento) e Qualidade nessa etapa.</li>
<li>Preparar dados de conteúdo reciclado embalagens para a plataforma de rastreabilidade do MMA.</li>
<li>Por fim, incluir no orçamento as metas crescentes até 2030 e 2040.</li>
</ul>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>O que é o Decreto 12.688/2025?</h3>
<p>Publicado no Diário Oficial da União em 21 de outubro de 2025, o decreto regulamenta a Lei nº 12.305/2010, que instituiu a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos). Ele cria o sistema de logística reversa de embalagens de plástico e define dois tipos de obrigação: metas de recuperação das embalagens colocadas no mercado e metas de incorporação de material reciclado na fabricação de novas embalagens.</p>
<h3>Qual é a meta de conteúdo reciclado em embalagens plásticas?</h3>
<p>O Anexo II do decreto fixa um índice mínimo nacional de 22% em 2026, com aumentos anuais até 30% em 2030 e trajetória crescente até 40% em 2040. O percentual é calculado sobre a massa de embalagens plásticas que cada empresa obrigada coloca no mercado.</p>
<h3>Quem precisa cumprir as metas e a partir de quando?</h3>
<p>Fabricantes e importadores que colocam embalagens plásticas ou produtos embalados em plástico no mercado brasileiro. A obrigação vale a partir de janeiro de 2026 para as empresas de grande porte e a partir de julho de 2026 para as PME (pequenas e médias empresas).</p>
<h3>Embalagens de alimentos entram na meta de conteúdo reciclado?</h3>
<p>Não. Embalagens com regulamentação específica, inclusive as de alimentos, ficam fora das metas de conteúdo reciclado. Isso não elimina a obrigação de logística reversa dessas embalagens, apenas as retira do cálculo do índice de reciclado.</p>
<h3>Como comprovar o percentual de conteúdo reciclado?</h3>
<p>A comprovação deve ocorrer preferencialmente por uma plataforma de rastreabilidade definida pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima). Por isso, as convertedoras precisarão registrar a origem, os laudos e a proporção de reciclado por lote.</p>
<p><script type="application/ld+json">{"@context":"https://schema.org","@type":"FAQPage","@id":"https://projetopack.com.br/infopack-decreto-12688-conteudo-reciclado-metas/#faq","mainEntity":[{"@type":"Question","name":"O que é o Decreto 12.688/2025?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Publicado no Diário Oficial da União em 21 de outubro de 2025, o decreto regulamenta a Lei nº 12.305/2010, que instituiu a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos). Ele cria o sistema de logística reversa de embalagens de plástico e define dois tipos de obrigação: metas de recuperação das embalagens colocadas no mercado e metas de incorporação de material reciclado na fabricação de novas embalagens."}},{"@type":"Question","name":"Qual é a meta de conteúdo reciclado em embalagens plásticas?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"O Anexo II do decreto fixa um índice mínimo nacional de 22% em 2026, com aumentos anuais até 30% em 2030 e trajetória crescente até 40% em 2040. O percentual é calculado sobre a massa de embalagens plásticas que cada empresa obrigada coloca no mercado."}},{"@type":"Question","name":"Quem precisa cumprir as metas e a partir de quando?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Fabricantes e importadores que colocam embalagens plásticas ou produtos embalados em plástico no mercado brasileiro. A obrigação vale a partir de janeiro de 2026 para as empresas de grande porte e a partir de julho de 2026 para as PME (pequenas e médias empresas)."}},{"@type":"Question","name":"Embalagens de alimentos entram na meta de conteúdo reciclado?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Não. Embalagens com regulamentação específica, inclusive as de alimentos, ficam fora das metas de conteúdo reciclado. Isso não elimina a obrigação de logística reversa dessas embalagens, apenas as retira do cálculo do índice de reciclado."}},{"@type":"Question","name":"Como comprovar o percentual de conteúdo reciclado?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"A comprovação deve ocorrer preferencialmente por uma plataforma de rastreabilidade definida pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima). Por isso, as convertedoras precisarão registrar a origem, os laudos e a proporção de reciclado por lote."}}]}</script></p>
<p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12688.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 12.688/2025</a> (Planalto / DOU).</p>
<p>Afinal, quer acompanhar as análises sobre sustentabilidade e regulação em embalagens? Assine a Revista ProjetoPack e receba o Infopack: <a href="https://projetopack.com.br/">https://projetopack.com.br/</a></p>
<p><!-- cache-bust 2026-10-05-b --></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O trabalhador que opera as suas máquinas: o que os dados dizem sobre o chão de fábrica brasileiro</title>
		<link>https://projetopack.com.br/o-trabalhador-que-opera-as-suas-maquinas-o-que-os-dados-dizem-sobre-o-chao-de-fabrica-brasileiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aislan Baer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 16:02:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[mão de obra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://projetopack.com.br/?p=60932</guid>

					<description><![CDATA[O operador de impressão &#8211; envelhecido e com problemas estruturais de qualificação &#160; Analfabetismo funcional, apostas esportivas, endividamento e religiosidade não são temas de RH. São variáveis de OEE que nenhum relatório ainda imprime. Quando falamos em perda de OEE em gráficas e convertedoras, os suspeitos de sempre aparecem: set-up longo, troca de turno mal [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-60933 aligncenter" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1781621035336-300x169.jpg" alt="" width="529" height="298" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1781621035336-300x169.jpg 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1781621035336-18x10.jpg 18w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1781621035336.jpg 604w" sizes="(max-width: 529px) 100vw, 529px" /></h5>
<h6 style="text-align: center;">O operador de impressão &#8211; envelhecido e com problemas estruturais de qualificação</h6>
<p>&nbsp;</p>
<p id="ember61" class="ember-view reader-text-block__paragraph"><em>Analfabetismo funcional, apostas esportivas, endividamento e religiosidade não são temas de RH. São variáveis de OEE que nenhum relatório ainda imprime.</em></p>
<p id="ember62" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Quando falamos em perda de OEE em gráficas e convertedoras, os suspeitos de sempre aparecem: set-up longo, troca de turno mal feita, manutenção corretiva em hora errada. São causas reais. Mas existe outro conjunto de causas que raramente entra nos dashboards — e que pode representar entre 8 e 15 pontos percentuais de OEE silenciosamente perdidos todo mês.</p>
<p id="ember63" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Essas causas têm nome e sobrenome: o <strong>perfil socioeconômico e cultural do operador médio brasileiro</strong>. Não como julgamento — como dado.</p>
<div class="reader-image-block reader-image-block--full-width">
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</div><figcaption class="reader-image-block__figure-image-caption display-block full-width text-body-small-open t-sans text-align-center t-black--light"></figcaption></figure>
</div>
<h3 id="ember65" class="ember-view reader-text-block__heading-3">O P.O.P. na parede que ninguém lê do jeito que você escreveu</h3>
<p id="ember66" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O INAF 2024 é categórico: <strong>27% dos trabalhadores brasileiros são analfabetos funcionais</strong>. Outros 34% atingem apenas o nível elementar — conseguem decodificar palavras, mas não extraem inferências de um texto técnico. Somados, são 61% da força de trabalho com dificuldade real de interpretar um procedimento operacional padrão escrito em linguagem técnica.</p>
<p id="ember67" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Traduzido para o chão de fábrica de uma impressora flexo: em uma equipe de dez operadores, <strong>estatisticamente seis não processam o P.O.P. (Procedimento Operacional Padrão) como você espera que processem</strong>. Eles não são desonestos — <em>simplesmente operam com limitações que nenhum treinamento de segurança de duas horas resolve</em>.</p>
<blockquote id="ember68" class="ember-view reader-text-block__blockquote"><p>&#8220;O operador de 20 anos de casa sabe calibrar a tinta no olho e detectar o desvio pelo ruído da máquina. Mas não consegue documentar esse conhecimento. Quando sai, leva a empresa junto.&#8221;</p></blockquote>
<p id="ember69" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O grupo de maior risco: <strong>trabalhadores entre 50 e 64 anos, faixa com 51% de analfabetismo funcional</strong>. São exatamente os operadores sênior com maior know-how tácito — e com menor capacidade de transferi-lo formalmente.</p>
<h3 id="ember70" class="ember-view reader-text-block__heading-3">O celular na rebobinadeira não é distração — é risco financeiro em tempo real</h3>
<p id="ember71" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em 2024, os brasileiros movimentaram <strong>R$ 240 bilhões em plataformas de apostas</strong>. O perfil dominante dos apostadores é: homem, 16–39 anos, renda até dois salários mínimos — <em>a descrição precisa do operador industrial médio</em>.</p>
<p id="ember72" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O impacto na fábrica é documentado: <strong>76% dos endividados têm dificuldade de concentração para tarefas diárias</strong> (Serasa/Opinion Box). O IPEA estima queda de até 30% no rendimento de trabalhadores com dívidas ativas. Não é abstração — é &#8220;<strong>presenteísmo mensurável no setup, na troca de turno e na taxa de rejeição</strong>&#8220;.</p>
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</div><figcaption class="reader-image-block__figure-image-caption display-block full-width text-body-small-open t-sans text-align-center t-black--light"></figcaption></figure>
</div>
<h3 id="ember74" class="ember-view reader-text-block__heading-3">O que isso tem a ver com o seu OEE?</h3>
<p id="ember75" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Diretamente. O trabalhador que lê 2,9 livros por ano — sendo que quase metade são didáticos obrigatórios — <strong>chega à fábrica sem o hábito de interpretar texto</strong>. O manual do equipamento, o relatório de parada, a ficha de controle de qualidade: para quem nunca leu por prazer, qualquer documento técnico é um obstáculo cognitivo.</p>
<p id="ember76" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Isso não é crítica ao trabalhador. <em>É crítica ao sistema que o formou</em> — e ao gestor que continua esperando que a capacidade de interpretação apareça por osmose no chão de fábrica.</p>
<blockquote id="ember77" class="ember-view reader-text-block__blockquote"><p>&#8220;A diferença entre 28% e 38% de OEE raramente está na próxima máquina. Frequentemente está no sistema de gestão do ser humano que aperta o botão de start toda manhã.&#8221;</p></blockquote>
<h3 id="ember78" class="ember-view reader-text-block__heading-3">O que fazer com isso?</h3>
<p id="ember79" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Cinco alavancas práticas, sem romantismo:</p>
<p id="ember80" class="ember-view reader-text-block__paragraph"><strong>1. Reescrever os POPs em linguagem visual e de nível elementar.</strong> Não é simplificar — é respeitar a realidade. Ícone + cor + número substituem parágrafos que não serão lidos do jeito que foram escritos.</p>
<p id="ember81" class="ember-view reader-text-block__paragraph"><strong>2. Criar um indicador de pedido de adiantamento.</strong> Solicitações frequentes são sinal precoce de ciclo de endividamento. O RH que rastreia isso tem 30 dias de antecedência para intervir antes que o absenteísmo apareça na taxa de rejeição.</p>
<p id="ember82" class="ember-view reader-text-block__paragraph"><strong>3. Política de celular com propósito explicado, não só proibido.</strong> &#8220;Enquanto você olha o celular na rebobinadeira, o risco de acidente é X&#8221; gera mais adesão do que uma placa de proibição.</p>
<p id="ember83" class="ember-view reader-text-block__paragraph"><strong>4. Programa de dupla geracional.</strong> Emparelhar o operador sênior com o júnior por 6 meses. O sênior ensina o que sabe fazer; o júnior filma e escreve. A empresa para de depender do know-how que mora na cabeça de uma pessoa.</p>
<p id="ember84" class="ember-view reader-text-block__paragraph"><strong>5. Reconhecimento como retenção.</strong> O trabalhador que ouve &#8220;Café com Deus Pai&#8221; às 6h quer sentir que tem valor. O quadro de melhoria com foto, o parabéns de aniversário de casa na reunião mensal, o nome dito corretamente — competem diretamente com o pertencimento que a bet, o pagode e a igreja oferecem. <em>E custam zero</em>.</p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Como o perfil do operador afeta a eficiência das gráficas?</h3>
<p>Segundo o post, o perfil socioeconômico e cultural do operador médio brasileiro forma um conjunto de causas que raramente entra nos painéis de indicadores e pode representar de 8 a 15 pontos percentuais de OEE (eficiência global do equipamento) perdidos todo mês em gráficas e convertedoras.</p>
<h3>Quantos trabalhadores brasileiros têm dificuldade de entender um procedimento escrito?</h3>
<p>Segundo o INAF (Indicador de Alfabetismo Funcional) 2024, 27% dos trabalhadores brasileiros são analfabetos funcionais e outros 34% estão só no nível elementar. Somados, são 61% da força de trabalho com dificuldade real de interpretar um POP (procedimento operacional padrão) escrito em linguagem técnica. Na faixa de 50 a 64 anos, o analfabetismo funcional chega a 51%.</p>
<h3>Endividamento e apostas afetam a produção?</h3>
<p>Sim, segundo os dados do post. Em 2024, os brasileiros movimentaram 240 bilhões de reais em plataformas de apostas, e o perfil dominante dos apostadores coincide com o do operador industrial médio. Pesquisa Serasa e Opinion Box indica que 76% dos endividados têm dificuldade de concentração nas tarefas diárias, e o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima queda de até 30% no rendimento de trabalhadores com dívidas ativas.</p>
<h3>O que fazer para reduzir essas perdas no chão de fábrica?</h3>
<p>O post propõe cinco alavancas: reescrever os POPs em linguagem visual e de nível elementar; criar um indicador de pedidos de adiantamento, sinal precoce de endividamento; explicar o propósito da política de celular em vez de só proibir; formar duplas de operador sênior e júnior por 6 meses; e usar o reconhecimento como ferramenta de retenção.</p>
<p><script type="application/ld+json">{"@context":"https://schema.org","@type":"FAQPage","@id":"https://projetopack.com.br/o-trabalhador-que-opera-as-suas-maquinas-o-que-os-dados-dizem-sobre-o-chao-de-fabrica-brasileiro/#faq","mainEntity":[{"@type":"Question","name":"Como o perfil do operador afeta a eficiência das gráficas?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Segundo o post, o perfil socioeconômico e cultural do operador médio brasileiro forma um conjunto de causas que raramente entra nos painéis de indicadores e pode representar de 8 a 15 pontos percentuais de OEE (eficiência global do equipamento) perdidos todo mês em gráficas e convertedoras."}},{"@type":"Question","name":"Quantos trabalhadores brasileiros têm dificuldade de entender um procedimento escrito?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Segundo o INAF (Indicador de Alfabetismo Funcional) 2024, 27% dos trabalhadores brasileiros são analfabetos funcionais e outros 34% estão só no nível elementar. Somados, são 61% da força de trabalho com dificuldade real de interpretar um POP (procedimento operacional padrão) escrito em linguagem técnica. Na faixa de 50 a 64 anos, o analfabetismo funcional chega a 51%."}},{"@type":"Question","name":"Endividamento e apostas afetam a produção?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"Sim, segundo os dados do post. Em 2024, os brasileiros movimentaram 240 bilhões de reais em plataformas de apostas, e o perfil dominante dos apostadores coincide com o do operador industrial médio. Pesquisa Serasa e Opinion Box indica que 76% dos endividados têm dificuldade de concentração nas tarefas diárias, e o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima queda de até 30% no rendimento de trabalhadores com dívidas ativas."}},{"@type":"Question","name":"O que fazer para reduzir essas perdas no chão de fábrica?","acceptedAnswer":{"@type":"Answer","text":"O post propõe cinco alavancas: reescrever os POPs em linguagem visual e de nível elementar; criar um indicador de pedidos de adiantamento, sinal precoce de endividamento; explicar o propósito da política de celular em vez de só proibir; formar duplas de operador sênior e júnior por 6 meses; e usar o reconhecimento como ferramenta de retenção."}}]}</script></p>
<p id="ember85" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Se você entende que há mais complexidade na variável humana, e percebe diariamente como ela afeta a produtividade na sua gráfica ou convertedora, entre em contato para uma conversa um pouco mais profunda e substancial. Entenda como a <a class="NHGQKXhVUKjoYaFexwBeaJMQQOXyEeZs " tabindex="0" href="https://www.linkedin.com/company/projetopack/" data-test-app-aware-link="">ProjetoPack &amp; Associados</a> pode ajudar a sua empresa a superar com menor estresse e custo, o desafio da falta de mão-de-obra qualificada.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>PROJETOPACK É MEDIA PARTNER DA ASIA INK EXPO 2026</title>
		<link>https://projetopack.com.br/projetopack-e-media-partner-da-asia-ink-expo-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 19:41:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Asia Ink]]></category>
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					<description><![CDATA[A ProjetoPack tem o prazer de anunciar sua participação como Media Partner oficial da Asia Ink Expo 2026, um dos mais importantes encontros da indústria global de tintas, impressão e embalagens. Asia Ink Expo 2026: Abrindo Caminho para a Inovação em Tintas Sustentáveis A 4ª edição da Asia Ink Expo 2026 (AIE 2026) acontecerá de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-60130 aligncenter" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Asia-Ink-projetopack-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Asia-Ink-projetopack-300x300.png 300w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Asia-Ink-projetopack-150x150.png 150w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Asia-Ink-projetopack-12x12.png 12w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Asia-Ink-projetopack.png 736w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A ProjetoPack tem o prazer de anunciar sua participação como Media Partner oficial da Asia Ink Expo 2026, um dos mais importantes encontros da indústria global de tintas, impressão e embalagens.</p>
<p>Asia Ink Expo 2026: Abrindo Caminho para a Inovação em Tintas Sustentáveis</p>
<p>A 4ª edição da Asia Ink Expo 2026 (AIE 2026) acontecerá de 15 a 17 de outubro de 2026, no Guangzhou Aerotropolis Expo Center, em Guangzhou, China.</p>
<p>Como o mais influente evento da indústria de tintas da Ásia, a feira acontece em um momento decisivo, em que a sustentabilidade ambiental se torna cada vez mais importante para as indústrias em todo o mundo.</p>
<p>Com o tema “Tintas Verdes, Mundo Vibrante”, a exposição tem como objetivo promover debates sobre o avanço das tintas de impressão ambientalmente amigáveis, com destaque para a crescente relevância das tintas à base de água.</p>
<p>O evento reunirá fabricantes de tintas, empresas de impressão, distribuidores, fornecedores de matérias-primas e equipamentos, além de compradores internacionais e especialistas do setor para explorar as mais recentes inovações da indústria.</p>
<p>Além da exposição de tecnologias, a AIE 2026 promoverá atividades especiais, fóruns, encontros técnicos e demonstrações voltadas à inovação e sustentabilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Asia Ink Expo 2026: Abrindo Caminho para a Inovação em Tintas Sustentáveis</strong></p>
<p>A <strong>4ª edição da Asia Ink Expo 2026 (AIE 2026)</strong>, organizada pela <strong>Asia Coatings and Ink Federation (ACIF)</strong> e pela <strong>Guangdong Grandeur International Exhibition Group Co., Ltd.</strong>, com coorganização da <strong>Guangdong Industrial Advanced Materials Association</strong>, acontecerá de <strong>15 a 17 de outubro de 2026</strong>, no <strong>Guangzhou Aerotropolis Expo Center</strong>, em Guangzhou, China.</p>
<p>Como o mais influente evento da indústria de tintas da Ásia, a feira acontece em um momento decisivo, em que a sustentabilidade ambiental se torna cada vez mais importante para as indústrias em todo o mundo.</p>
<p>Com o tema <strong>“Tintas Verdes, Mundo Vibrante”</strong>, a exposição tem como objetivo promover debates sobre o avanço das tintas de impressão ambientalmente amigáveis, com destaque para a crescente relevância das tintas à base de água.</p>
<p>O evento reunirá fabricantes de tintas, empresas de impressão, distribuidores, fornecedores de matérias-primas e equipamentos, além de compradores internacionais e especialistas do setor para explorar as mais recentes inovações da indústria.</p>
<p>Além dos tradicionais fabricantes de tintas, empresas inovadoras apresentarão uma nova geração de produtos de alta tecnologia e ambientalmente sustentáveis, ampliando capacidades técnicas e elevando a qualidade dos produtos para atender à crescente demanda do mercado.</p>
<p>Além da exposição de tecnologias, a AIE 2026 promoverá uma série de atividades especiais, incluindo:</p>
<ul>
<li>Encontro Técnico da Cadeia Produtiva da Indústria de Tintas da Ásia;</li>
<li>Fórum de Cúpula da Indústria de Tintas;</li>
<li>Ink Night;</li>
<li>Demonstrações do Desafio de Impressão em Alta Velocidade Full Color Ink.</li>
</ul>
<p>Essas iniciativas proporcionarão oportunidades para troca de conhecimento e colaboração, permitindo que líderes do setor explorem todo o potencial da transição das tintas à base de solventes para soluções mais sustentáveis.</p>
<p>A AIE 2026 não é apenas uma feira de negócios, mas uma celebração da inovação e das práticas sustentáveis na indústria de impressão. O evento representa o esforço coletivo de empresas e profissionais comprometidos com o desenvolvimento sustentável e com os objetivos globais de preservação ambiental.</p>
<p><a href="https://www.ink-expo.com/index.php?lang=en&amp;utm_source=chatgpt.com">https://www.ink-expo.com/index.php?lang=en&amp;utm_source=chatgpt.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ProjetoPack e XP Inc. promovem 3ª edição do Clube dos 100 com foco em estratégia, investimentos e sucessão empresarial</title>
		<link>https://projetopack.com.br/projetopack-e-xp-inc-promovem-3a-edicao-do-clube-dos-100-com-foco-em-estrategia-investimentos-e-sucessao-empresarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 19:35:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Clube dos 100]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://projetopack.com.br/?p=60122</guid>

					<description><![CDATA[A 3ª edição do Clube dos 100 consolidou mais uma vez a proposta da ProjetoPack de promover discussões estratégicas de alto nível para empresários da indústria de impressão, embalagens, rótulos e etiquetas. Realizado no último dia 13, na nova sede da XP Inc., em São Paulo, o encontro reuniu lideranças do setor para uma tarde [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-60126 aligncenter" src="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_7957-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_7957-225x300.jpeg 225w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_7957-768x1024.jpeg 768w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_7957-1152x1536.jpeg 1152w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_7957-1536x2048.jpeg 1536w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_7957-9x12.jpeg 9w, https://projetopack.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_7957-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p>A 3ª edição do Clube dos 100 consolidou mais uma vez a proposta da ProjetoPack de promover discussões estratégicas de alto nível para empresários da indústria de impressão, embalagens, rótulos e etiquetas.</p>
<p>Realizado no último dia 13, na nova sede da XP Inc., em São Paulo, o encontro reuniu lideranças do setor para uma tarde marcada por conteúdo executivo, networking qualificado e reflexões profundas sobre gestão, patrimônio, sucessão e o futuro das empresas familiares brasileiras.</p>
<p>Conduzido por Aislan Baer, CEO da ProjetoPack, e Bruno Lacreta, Líder Regional da XP Inc., o evento recebeu empresários de diferentes segmentos da cadeia gráfica em um formato intimista, criado justamente para estimular trocas reais entre executivos que vivem desafios semelhantes no dia a dia.</p>
<p>Logo na abertura, Aislan reforçou o propósito do Clube dos 100: ampliar o nível das discussões do setor gráfico brasileiro, levando aos empresários temas que normalmente não são aprofundados nos eventos tradicionais da indústria.</p>
<p>Ao longo da programação, os participantes acompanharam uma série de apresentações voltadas ao cenário econômico, planejamento financeiro, proteção patrimonial, investimentos e estruturação empresarial.</p>
<p>A banker PJ Caroline Leal trouxe reflexões sobre relacionamento financeiro corporativo, acesso estratégico ao mercado e a importância da organização financeira das empresas em um cenário de juros elevados e crescente complexidade tributária.</p>
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<p>Na sequência, o investor Leonardo Fechine abordou a transformação do perfil do empresário brasileiro diante de um ambiente econômico mais sofisticado, destacando a necessidade de decisões mais estruturadas, visão de longo prazo e maior profissionalização na gestão patrimonial e societária.</p>
<p>Já o consultor MFO Henrique Saback aprofundou a discussão sobre planejamento financeiro e sucessório, mostrando como o empresário moderno precisa enxergar seu patrimônio de forma global e estratégica. Durante sua apresentação, Henrique destacou que o papel da consultoria financeira atual vai muito além de recomendar produtos de investimento. “Mais importante do que buscar apenas rentabilidade é estruturar patrimônio, sucessão e eficiência tributária de forma integrada”, explicou.</p>
<p>Um dos momentos mais marcantes do encontro aconteceu durante a fala de Aislan Baer, ao utilizar a história de Johannes Gutenberg para provocar uma reflexão sobre um problema que continua extremamente atual na indústria: a gestão do capital de giro. Segundo ele, até mesmo o inventor da imprensa enfrentou dificuldades financeiras causadas pela falta de estrutura adequada de fluxo de caixa e distribuição. “A gestão do capital de giro é um desafio histórico para as empresas, desde Gutenberg até os dias atuais”, afirmou durante a apresentação, conectando o passado da indústria gráfica aos desafios atuais enfrentados pelas empresas do setor.</p>
<p>Aislan também chamou atenção para a transformação acelerada da indústria de impressão nas últimas décadas, citando mudanças no perfil dos pedidos, digitalização, redução dos lotes médios de produção e aumento da complexidade operacional. Segundo ele, o empresário gráfico brasileiro continua sendo extremamente técnico e criativo, mas ainda enfrenta desafios importantes ligados à gestão financeira e estratégica das operações.</p>
<p>Além do conteúdo técnico e executivo, o Clube dos 100 reforçou novamente sua essência colaborativa. Empresários de empresas familiares, executivos da indústria de embalagens flexíveis, fabricantes de rótulos, fornecedores de materiais especiais e profissionais do mercado financeiro compartilharam experiências, desafios e oportunidades em um ambiente voltado à construção de conexões genuínas.</p>
<p>Para Bruno Lacreta, o encontro simboliza uma nova forma de relacionamento entre empresários e mercado financeiro. “Hoje, o empresário precisa de informação, proximidade e visão estratégica. O Clube dos 100 nasce justamente para criar esse espaço de troca e construção conjunta”, destacou durante o evento.</p>
<p>Com uma proposta cada vez mais sólida, o Clube dos 100 segue se posicionando como um importante fórum executivo da indústria gráfica e de embalagens do Brasil, conectando empresários, investidores e especialistas em torno dos temas que irão definir os próximos passos do setor.</p>
<p>Nosso agradecimento especial ao Grupo Furnax pelo apoio e parceria na realização desta edição do Clube dos 100, fortalecendo iniciativas que promovem conhecimento, conexões estratégicas e o desenvolvimento da indústria.</p>
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